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Economia

Sabesp compra Emae por R$ 1,1 bilhão; aquisição se dará em duas etapas

Compra tem o objetivo de garantir a segurança do abastecimento de água na capital paulista

Sabesp compra Emae por R$ 1,1 bilhão; aquisição se dará em duas etapas

A Sabesp adquiriu a Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae), responsável pelas represas Guarapiranga e Billings, em São Paulo, em uma transação de R$ 1,1 bilhão. A compra tem como objetivo garantir a segurança do abastecimento de água na capital paulista, segundo informações da Pipeline.

A operação será concluída em duas etapas. Na primeira, a Sabesp já adquiriu 74,9% das ações ordinárias da Emae, que pertenciam à Phoenix Água e Energia S.A. e estavam vinculadas como garantia de uma emissão de debêntures. Segundo a Pipeline, o primeiro pagamento de juros dessas debêntures, com vencimento em 27 de setembro, ainda não foi efetuado.

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Na segunda fase, para adquirir 66,80% das ações preferenciais da Emae, que atualmente pertencem à Eletrobras, a Sabesp depende da conclusão da primeira etapa.

Porém, o pagamento da primeira parcela principal está previsto para abril. Uma notificação foi enviada ao devedor pelo agente fiduciário Vórtx e a administradora XP, devido ao não comprimento do pagamento de juros. 

Segundo a CNN Brasil, a operação deverá ser concluida no início de 2026. O CEO da Sabesp, Carlos Piani, comentou sobre a negociação: “Esse negócio foi originado de forma passiva, fomos abordados por credor, em um período de três a quatro semanas pudemos chegar a um acordo. Nossa expectativa é que as aprovações regulatórias ocorrerão até o fim do ano, e esperamos fechar (a operação) no primeiro trimestre de 2026.”

A Sabesp já capta água das represas Guarapiranga e Billings, porém, é esperado uma maior flexibilidade e eficiência operacional com a nova gestão. Além disso, com a aquisição, a Sabesp passa a controlar um ativo estratégico na região metropolitana de São Paulo, podendo expandir o abastecimento até para a Baixada Santista. 

De acordo com o plano de investimentos previsto na privatização, a universalização do saneamento e a melhoria da qualidade da água do Rio Tietê permitirão que a Sabesp retome o bombeamento de água do Tietê para a represa Billings, por meio do Rio Pinheiros.

A expectativa é que isso aumente em cerca de 60 m³ por segundo o volume de água disponível, como ocorria até a década de 1990. Entretanto, isso deve ocorrer somente a partir de 2029.