As entregas do C919, primeiro jato comercial de corredor único desenvolvido pela Comac para competir com Airbus e Boeing, estão abaixo das metas anunciadas pelas três maiores companhias aéreas chinesas em 2025. As informações são da Reuters.
Relatórios financeiros indicam que Air China e China Eastern receberam apenas uma aeronave cada no primeiro semestre, frente ao objetivo de 10, enquanto a China Southern registrou apenas três em regime de leasing.
As restrições temporárias dos EUA à venda de motores LEAP-1C da GE-Safran expuseram vulnerabilidades na cadeia de suprimentos da Comac, que mantém estoques limitados.
Por que isso é importante
Os atrasos nas entregas do C919 evidenciam a dependência chinesa de tecnologias críticas estrangeiras em um setor estratégico. Isso pode afetar o ritmo de expansão da aviação doméstica, limitar ganhos de escala para a Comac e prolongar a dominância de Airbus e Boeing no mercado global.
Para investidores, o episódio reforça riscos geopolíticos na cadeia de suprimentos da aviação chinesa, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de acelerar avanços tecnológicos locais para reduzir a exposição a pressões externas.

