O ministro Edson Fachin assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima segunda-feira (29), em substituição a Luís Roberto Barroso, que encerrou seu biênio na quinta-feira (25).
A escolha segue a tradição da Corte em que o ministro mais antigo, que ainda não comandou o tribunal, é eleito para o posto.
Fachin chega ao cargo em meio a um cenário de polarização política, cobranças do Congresso e decisões de grande impacto social.
Quem é Edson Fachin?
Nascido no Rio Grande do Sul, mas criado no interior do Paraná, Luiz Edson Fachin, 67, construiu sua carreira no Direito Civil.
Trabalhou como advogado, procurador e professor da Universidade Federal do Paraná, onde se consolidou como referência acadêmica. Em 2015, foi indicado ao Supremo pela então presidente Dilma Rousseff.
Sempre atuou com perfil discreto, acadêmico, mas firme em decisões sensíveis.
Fachin foi relator de ações que limitaram o porte de armas, suspenderam revistas íntimas em presídios e impuseram obrigações aos estados para conter a violência policial em favelas. Em 2022, chegou a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em campanha marcada por ataques às urnas eletrônicas.
Próximos passos
Para sua semana de gestão, Fachin incluiu temas polêmicos que bateram à porta do STF.
Como noticiou a Veja, os ministros devem discutir nos próximos dias a chamada “uberização”, que pode redefinir a relação trabalhista de motoristas e entregadores de aplicativos.
Além disso, o futuro presidente colocou em pauta temas como o silêncio de pessoas presas e questões ambientais.

