A China autorizou 183 empresas brasileiras a exportar café para seu mercado, em decisão válida por cinco anos. A medida, válida desde o dia 30 de julho, foi anunciada poucos dias após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre o café brasileiro, o que leva exportadores a buscar novos destinos.
Embora o mercado chinês ainda seja menor que o americano, o consumo cresce rapidamente, impulsionado por redes como a Luckin Coffee, que firmou contrato de US$2,5 bilhões — o equivalente a R$ — 13,2 bilhões na cotação atual do dólar — para adquirir 240 mil toneladas de café brasileiro até 2029.
Por que isso é importante?
A ampliação das exportações para a China ajuda a reduzir a dependência do mercado americano e fortalece a presença brasileira em um destino com forte potencial de crescimento.
Para a China, a medida reforça a parceria comercial com o Brasil e diversifica fornecedores em um setor de consumo em expansão, alinhado à evolução do mercado de alimentos e bebidas no país.

