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Economia

Tarifaço e condenação de Bolsonaro: por que crises políticas mexem com a bolsa de valores?

As bolsas de valores mostram a confiança dos investidores em relação aos acontecimentos do mundo

Tarifaço e condenação de Bolsonaro: por que crises políticas mexem com a bolsa de valores?

As bolsas de valores do mundo são as primeiras a reagir a crises. Isso porque elas mostram a confiança dos investidores em relação aos acontecimentos do mundo e como isso pode impactar os rendimentos das empresas que eles possuem ações.

Com o tarifaço do presidente Donald Trump para os produtos brasileiros, por exemplo, o Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores do Brasil), apresentou quedas — resultado de uma fuga dos aportes estrangeiros no Brasil.

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Para fins de comparação, imagine a reação com a crise de uma empresa. Se um investidor possui ações em uma companhia em crise e sem perspectiva de voltar a ter rendimentos sólidos, é muito provável que essa pessoa ou empresa investidora venda as ações para preservar o patrimônio.

O mesmo acontece com crises políticas, mas em escala maior e mais complexa. Quando Trump anunciou as tarifas de 50% sobre importações brasileiras, o Ibovespa caiu imediatamente e o dólar se valorizou frente ao real. Isso porque os investidores estavam incertos sobre o que aconteceria com a medida.

Porém, logo no início das imposições, o índice da B3 chegou a apresentar valorização, visto que 700 produtos ficaram de fora da lista das tarifas. As informações são do g1.

EUA dita boa parte das movimentações na bolsa

Por ser a principal economia do mundo, qualquer mudança nos EUA implica em aversão ao risco ou não dos investidores.

No caso das tarifas impostas por Trump a diversos países, a cautela em investir toma conta dos negociadores.

Além disso, as crises políticas influenciam também a quantidade de exportação e importação de um país, bem como no equilíbrio da dívida pública, o que impacta as economias nacionais.

Condenação do Bolsonaro afeta a bolsa de valores?

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na última quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus na ação que apura a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. A pena estabelecida foi de regime inicialmente fechado.

Por 4×1, a Primeira Turma formou maioria para a condenação de todos os crimes imputados a ele, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Já Fux votou pela absolvição.

Bolsonaro foi acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; golpe de Estado; participação em organização criminosa armada; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado. Entenda como Bolsonaro se relaciona aos crimes pelos quais foi condenado.

As reações à condenação não impactaram diretamente no Ibovespa. No entanto, o que pode mexer com a bolsa de valores é a reação dos EUA. Vale lembrar que, na justificativa da imposição das tarifas de 50%, as investigações do ex-presidente foram consideradas uma “caça às bruxas”.

Ao saber da decisão, Donald Trump ficou surpreso e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington responderá de “forma adequada” à condenação. Isso já é suficiente para uma fuga de capital estrangeiro e, em consequência, queda da bolsa.

No momento, resta avaliar como deve acontecer os próximos embates entre Brasil e Estados Unidos.