Imagem: Banco Central

Os funcionários do Banco Central (BC) anunciaram, nesta segunda-feira (28), que darão início a uma greve por tempo indeterminado a partir de sexta-feira (1º). A decisão foi tomada por meio de uma assembleia geral que contou com a participação de 1300 servidores da ativa onde 90% dos funcionários votaram a favor da greve. A mobilização tem o objetivo de garantir reajuste de quase 20% para a categoria depois que o presidente Jair Bolsonaro prometeu aumento a policiais federais.

O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, afirmou que ocorreu uma reunião com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, no sábado (26), “mas foi um fiasco, onde nenhuma proposta oficial foi feita.”

De acordo com Faiad, a lei de serviços essenciais será respeitada, sendo mantido o fornecimento de extrato da conta, compensação de cheques e saques em guichês. Contudo, o sindicalista destaca que podem ocorrer atrasos na divulgação ao mercado no boletim Focus, publicado toda segunda-feira, e de diversas taxas.

“O PIX e diversas outras atividades do BC não estão nesta lei. Portanto, muitos atrasos ou interrupções poderão ocorrer, mas não podemos ainda antecipar quais”, declarou o presidente do Sinal.

Desde o último dia 17 os servidores do BC estão realizando paralisações diárias, das 14h às 18h, que continuarão até quinta-feira (31). Segundo Faiad, as paralisações “estão tendo adesão majoritária”.

Autor

  • Jornalista pela Universidade Católica de Brasília. Nascida em Brasília-DF, tem passagem como repórter na Rádio Senado. No site O Brasilianista cobre política e economia.