Geraldo Alckmin
Foto: Cleber Bonatti

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se filiou, nesta quarta-feira (23), ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Com a decisão, Alckmin se encaminha para formar chapa com o ex-presidente Lula, que disputará a presidência da República. Além dele, se filiaram pré-candidatos a governos estaduais, como o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o senador por Santa Catarina, Dário Berger.

Durante o evento, Geraldo Alckmin adotou tom cuidadoso e preferiu não se envolver nas desavenças entre PT e PSB. Apesar da aliança para formação de chapa para presidente, os dois partidos ainda encontram dificuldades para equalizar diferenças regionais em São Paulo, Maranhão e Espírito Santo.

Que o apoio do PSB vai para Lula já está claro, mas a multiplicidade de palanques nos estados tem deixado os partidos receosos que eventuais brigas possam afetar a campanha do petista.

Paulista, Alckmin deve iniciar agora uma série de viagens e conversas no estado para reunir apoio, o que deve ressaltar a aliança mal costurada no estado, onde o PSB tem Márcio França como candidato e o PT tem Fernando Haddad. Cada partido espera que Alckmin trabalhe em prol de seu candidato.

Na coletiva após o ato de filiação, Alckmin tentou minimizar a divisão. “Em um país que é uma federação e com a fragmentação partidária, pode ter divisão. São eleições distintas, a eleição federal e a eleição estadual”. O ex-governador defendeu a posição do partido a qual agora é filiado: “A decisão não é agora, mas o Márcio tem todas as condições de disputar o governo do estado”.

Economia

O agora socialista desviou de perguntas sobre posicionamentos recentes de Lula no campo da economia, especialmente a possibilidade de revisão da reforma tributária e do teto de gastos. Alckmin declarou apenas que a postura de Lula é pelo diálogo, ou seja, que o presidente não tomaria atitudes sem ter apoio político. Geraldo Alckmin destacou também que o governo Lula reduziu a relação dívida/PIB, e fez a economia crescer 7,5% em 2010.

PT e PSB

As desavenças entre os grupos resultaram na não federação dos partidos. No início do mês, a reunião entre as siglas que estudavam formar federação partidária para disputar as eleições de 2022 terminou com a saída do PSB. O PT, PCdoB e PV decidiram continuar na caminhada para formação de uma federação.

Autor

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.