Emprego
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

No primeiro semestre deste ano foram criados 1,5 milhão de empregos com carteira assinada no país. O saldo positivo nos primeiros seis meses de 2021 é resultado de 9,5 milhões de contratações e 8 milhões demissões. O dado foi divulgado na última quinta-feira (30) pelo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (órgão que, até alguns dias, era uma secretaria ligada ao Ministério da Economia, mas, após uma reforma ministerial, ganhou independência).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou que o país mantém um ritmo acelerado de criação de novos empregos. “Totalizamos 1,5 milhão de empregos nos primeiros seis meses desse ano. Se pegarmos os últimos doze meses, geramos 2,8 milhões de novos empregos. O mercado formal atinge agora, pela primeira vez desde 2015, 2016, quando tivemos as duas grandes recessões auto impostas, atingimos pela primeira vez, de novo, o patamar dos 40 milhões de empregos”, disse o ministro Paulo Guedes.

Emprego: junho de 2021

No mês de junho, foram gerados 309 mil novos postos de trabalho. O número é superior ao de maio, quando foram criados no país 280 mil empregos com carteira assinada. Em junho, os cinco grupamentos de atividades econômicas pesquisados tiveram resultado positivo. Todas as unidades da federação geraram empregos em junho.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em junho de 2021 contabilizou 40 milhões vínculos, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao estoque do mês anterior.

Setores da economia

O setor de serviços, de acordo com os dados do governo, foi o que mais abriu novos postos de trabalho em junho (125 mil), distribuído principalmente nas atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. Em seguida aparece o setor de comércio (72 mil). “Comércio e serviços que foram os setores mais impactados pela Covid-19 são os que agora geram mais empregos durante a retomada”, comentou o ministro Paulo Guedes.

A indústria geral gerou 50 mil postos, a agricultura 38 mil postos e a construção 22 mil postos.

Emprego: estados

As cinco regiões do país e os 26 estados e o Distrito Federal tiveram saldo positivo de empregos formais. Os estados com os melhores resultados foram: São Paulo (105.547 postos), Minas Gerais: (32.818 postos) e Rio de Janeiro (16.002 postos). Os estados com menor saldo foram Acre (967 postos), Roraima (768) e Amapá (377).

BEm

No mês de junho, 2,5 milhões trabalhadores estavam sendo beneficiados pela nova rodada do Benefício Emergencial de Prorrogação do Emprego e da Renda (BEm), que foi prorrogado por meio de medida provisória do final de abril deste ano. O BEm, programa que permite a suspensão de contrato de trabalho ou redução salarial com auxílio financeiro estatal, tem o objetivo amenizar as dificuldades enfrentadas por empregadores e trabalhadores em razão dos impactos provocados pela Covid-19

O setor de serviços (1,5 milhões) é o que mais utiliza do BEm, seguido por comércio (755.465 acordos) e indústria (682 mil acordos). Os estados que concentram mais acordos do BEm são São Paulo (845 mil acordos), Minas Gerais (311 mil acordos) e o Rio de Janeiro (301 mil acordos).


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