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Geopolítica

Declaração de Powell reacende embate com Trump

As consequências ainda são incertas, mas há o receio de que a situação possa impactar o mercado financeiro

Declaração de Powell reacende embate com Trump

Após sofrer fortes críticas e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou publicamente, no último domingo (11), que os ataques ocorrem pelo fato de não ter cedido à pressão para reduzir a taxa de juros do país.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, afirmou Powell.

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O Federal Reserve e Jerome Powell são alvos de uma investigação criminal relacionada a uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do órgão público, segundo informações da CNN. Além disso, Trump se opõe à decisão de Powell de não reduzir as taxas de juros no país, fator que pode ter motivado o processo investigativo.

Embates

A abertura de uma investigação criminal foi considerada por Jerome Powell uma ameaça imediata à autonomia do Federal Reserve. A posição do presidente é considerada atípica, já que ele nunca havia reagido publicamente às acusações de Donald Trump.

O posicionamento de Powell deve reacender ainda mais o embate com o presidente norte-americano, que nunca escondeu a vontade de demití-lo. As consequências ainda são incertas, mas há o receio de que a situação possa impactar as movimentações do mercado financeiro.

Juros

No segundo semestre do ano passado, o Federal Reserve decidiu reduzir a taxa de juros em três ocasiões consecutivas. Como já explicado pelo O Brasilianista, o corte nos juros foi uma das alternativas adotadas diante das incertezas provocadas pela paralisação governamental, que impactou o mercado de trabalho.

Apesar disso, Donald Trump não ficou satisfeito com a diminuição e manteve as críticas a Powell por não cortar os juros com tanta rapidez e profundidade, conforme era a sua vontade. O presidente dos Estados Unidos chegou a chamá-lo de “incompetente”.

“Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém, certamente não o presidente do Federal Reserve, está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, afirmou o presidente do Fed.

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