Dois membros do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajaram em um avião falso no mês passado, do qual Trump saiu secretamente para embarcar em outro voo. Isso aconteceu devido ao risco de um atentado contra o presidente americano, possivelmente arquitetado pelo Irã.
O secretário de Estado Marco Rubio e o secretário do Tesouro Scott Bessent permaneceram a bordo do que se acredita ser o Air Force One, apelido normalmente usado para se referir ao avião que transporta o presidente dos EUA. Eles estavam voltando para casa de uma cúpula da OTAN na Turquia.
No último dia da Cúpula da Otan em Ancara, no dia 8 de julho, os serviços de inteligência americanos identificaram uma ameaça considerada suficientemente séria contra Trump para provocar uma operação secreta de retirada.
Dois funcionários americanos ouvidos pelo New York Times indicaram que havia múltiplas correntes de informação de inteligência. Uma delas apontava para uma ameaça específica de míssil superfície-ar contra a aeronave que estivesse transportando Trump. Paralelamente, uma pessoa teria sido vista nas proximidades da cúpula com um míssil portátil.
Trump entrou inicialmente no mesmo avião que seus assessores e membros da imprensa, depois se transferiu secretamente para um avião militar momentos antes da decolagem. Para isso, ele se escondeu em um caminhão de catering para se deslocar entre as duas aeronaves.
Vale lembrar que no caso de Donald Trump falecer ou ficar incapacitado, quem assume a presidência dos EUA é o vice JD Vance, seguido pelo presidente da Câmara dos Representantes e pelo presidente pro tempore do Senado.
O planejamento de fuga
Dan Scavino, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Natalie Harp, assistente executiva de Trump, e Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval, foram outros assessores que ajudaram a fazer essa movimentação que colocou Trump em voo separado para a Grã-Bretanha.
Depois que Trump saiu, o avião original continuou usando o indicativo “Air Force One”, embora o presidente já não estivesse dentro dele. Na prática, ele virou um avião-isca.
Rubio e Bessent seguiram no voo, mas não está claro quantos demais integrantes do gabinete, militares e tripulação sabiam dessa operação. A ideia era manter a aparência de que Trump continuava naquela aeronave. Os próprios jornalistas não sabiam que aquele era uma isca.
A suposta ameaça do Irã
Documentos analisados pela mídia americana mostraram que a inteligência dos EUA identificou uma ameaça específica contra a aeronave que transportasse Trump, uma pessoa nas proximidades da cúpula com um míssil portátil, além de receber a informação de que o Irã sabia onde Trump estava hospedado e até mesmo o andar em que estava.
No entanto, não há qualquer prova pública de que o Irã tenha efetivamente ordenado que alguém disparasse o míssil contra Trump.
O fato das autoridades iranianas conhecerem as informações de onde Trump estava é o mais preocupante. Isso abre o questionamento de como a inteligência do Irã conseguiu informações sobre a programação ou mesmo se houve monitoramento de movimentações da comitiva.
Além disso, a ameaça aparentemente não se limitava ao avião, mas também a várias fontes de suposto ataque. É o caso do míssil superfície-ar, presença de míssil portátil perto da cúpula e a localização exata do presidente.

