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Geopolítica

Tudo o que sabemos sobre a tarifa global de 10% de Trump que deve começar a valer nesta terça-feira

A nova taxa foi anunciada no último sábado (21)

Tudo o que sabemos sobre a tarifa global de 10% de Trump que deve começar a valer nesta terça-feira

Uma nova tarifa de 10% sobre todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos será aplicada a partir desta terça-feira (24) para boa parte dos produtos importados ao país norte-americano. O novo tarifaço global anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ficará vigente por 150 dias, sujeito à aprovação do Congresso.

A medida ocorre após a Suprema Corte barrar as tarifas recíprocas baseadas em dispositivos da Lei de Política Econômica de Investimento Indo-Econômica (IEEPA, na sigla em inglês).

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Por meio dessa legislação, o governo Trump aplicou taxas de no mínimo 10% para seus parceiros comerciais, mas a medida foi interrompida pela Suprema Corte no último final de semana. Em resposta, o republicano publicou em sua rede social, Truth Social, que aplicaria uma nova tarifa de 10% globalmente e, no dia seguinte, aumentou o anúncio para taxas de 15%.

No entanto, como mostrou O Brasilianista anteriormente, Trump afirmou que, mesmo com a lei, afirmou que, para impor tarifas, não precisa da aprovação do Congresso.

Em comunicado, ele relatou que a medida tem como objetivo corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana, na sua avaliação.

Esse novo modelo, com 10% de tarifas, pode prejudicar parceiros históricos da nação norte-americana, como Japão, Reino Unido e União Europeia, mas há países que ganham vantagens com a nova decisão, como é o caso do Brasil.

Apenas alguns produtos essenciais não foram taxados, como é o caso de minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.

Quem perde e ganha com a medida?

O Reino Unido é o país que mais deve perder com a medida entre os 20 maiores exportadores para os EUA. A região deve enfrentar um aumento de 2,1 pontos percentuais nas tarifas segundo uma pesquisa do Global Trade Allert.

A Itália (+1,7 pp) e Singapura (+1,1 pp) completam o pódio dos maiores aumentos, superando o que pagavam anteriormente.

O Brasil sai na frente com essa decisão, visto que deve sofrer uma redução de 13,6 pp nas taxas de exportações. Em seguida, China (-7,1 pp) e Índia (-5,6 pp) são, respectivamente, o segundo e terceiro países mais beneficiados.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que essa nova taxa ajudará ainda mais o Brasil a exportar para os EUA, gerar mais emprego e renda no país e conquistar mais mercado, de acordo com a CBN.

Além disso, o Brasil possui a segunda melhor vantagem financeira com a aplicação da taxa de 10% globalmente, visto que as exportações de produtos brasileiros terão mais competitividade no mercado.

Trajetória de tarifas dos EUA ao Brasil

Donald Trump assumiu o governo dos EUA no início de 2025. Desde então, segundo o g1, essas foram as mudanças tarifárias aplicadas pelo republicano:

  • Em abril de 2025, anunciou tarifas recíprocas, que somaram uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA;
  • Em junho, elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base em outra legislação norte-americana (Seção 232);
  • Em julho, alegando outras intervenções e investigações contra o Brasil, aplicou uma taxa adicional de 40%, elevando a alíquota total dos produtos para 50%, com uma série de exceções;
  • Em novembro, a tarifa de 40% foi retirada após negociações entre a equipe econômica de Trump e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • Em 20 de fevereiro de 2026, a decisão da Suprema Corte implicou no cancelamento das taxas de 10% e 40% sobre os produtos brasileiros;
  • No mesmo dia, Trump anunciou o tarifaço global de 10% para todos os países que comercializam com os EUA. Em 21 de fevereiro, ele subiu a taxa para 15%, que está em análise.

Vale lembrar que, depois da China, que teve os produtos tarifados em 100% para exportações aos EUA, o Brasil foi o segundo maior prejudicado das decisões de Trump no ano passado.

O tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros causou diversos danos financeiros a empresas e também ao PIB, apesar de não ter causado uma forte crise nos setores afetados.

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