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Política

Lula em Brasília e Michelle Bolsonaro em São Paulo: As manifestações do 7 de setembro

O 7 de setembro foi marcado por diversos atos políticos pelo país

Lula em Brasília e Michelle Bolsonaro em São Paulo: As manifestações do 7 de setembro

O dia da Independência do Brasil, celebrado neste domingo (7), contou com o desfile oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também diversas manifestações políticas por todo o país.

Em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, Lula participou do desfile tradicional junto a ministros e autoridades do governo. No entanto, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não compareceram ao evento, apesar de convidados.

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Além disso, atos por todo o Brasil reivindicaram pautas como o fim da escala 6×1 e a soberania nacional, por exemplo o Grito dos Excluídos — que aconteceu em diversas capitais —, bem como a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e liberdade de expressão pelo movimento “Reaja, Brasil” — que também passou por várias capitais.

Desfile de Lula e atos em Brasília

Segundo o O Globo, o governo usou o desfile para reforçar a mensagem de soberania nacional e patriotismo. A pauta foi reforçada — e pode ser adotada como campanha das eleições de 2026 — após as tarifas dos EUA de 50% sobre importações brasileiras.

O tema é um contraponto da narrativa bolsonarista, que defende as atitudes do presidente americano, Donald Trump.

Lula e Janja da Silva, primeira-dama, desfilaram no Rolls Royce presidencial conversível. Depois da cerimônia, o presidente tirou fotos com alguns presentes. As informações são do Poder360.

Além do evento presidencial, o 7 de setembro também marcou atos da direita e esquerda política no Distrito Federal. A manifestação a favor do governo atual ficou na praça Zumbi dos Palmares e teve como mensagens principais a soberania nacional, a não anistia e até mesmo isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Os dados são do g1.

Por sua vez, o ato de direita pedia anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e punições ao STF. Os manifestantes se encontraram no Eixo Monumental.

Grito dos Excluídos

Em sua 31ª edição, o Grito dos Excluídos aconteceu em dezenas de cidades, com o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”.

O movimento surgiu nos anos 1990 como resposta às desigualdades sociais e se consolidou como uma das manifestações mais simbólicas do calendário popular.

Entre os focos dos discursos, é possível destacar o Plebiscito Popular, o fim da escala 6×1 e a taxação de grandes fortunas.

Com atos em todas as regiões do Brasil, a manifestação de São Paulo aconteceu na Praça da Sé, onde os participantes levaram café da manhã aos moradores de rua antes da marcha começar.

Reaja, Brasil

Algumas capitais também contaram com o movimento “Reaja, Brasil”, coordenado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec).

As principais reivindicações foram a anistia, liberdade de Bolsonaro, liberdade de expressão e religiosa, além de diversas contestações aos ministros do STF.

Em São Paulo, o encontro foi na Avenida Paulista e contou com discursos de diversos parlamentares bolsonaristas, além do governador do estado, Tarcísio de Freitas, o próprio pastor Silas Malafaia e a antiga primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O prefeito da capital, Ricardo Nunes, não compareceu.

A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro discursou às lágrimas, afirmando que sua família passa por humilhação em meio à prisão domiciliar preventiva do ex-mandatário.

“Quem deveria estar aqui hoje era ele, mas está preso injustamente. Isso dói na minha alma e mostra como estamos vivendo uma ditadura judicial”, afirmou.

O deputado Nikolas Ferreira discursou no ato de Belo Horizonte. As cidades do Rio de Janeiro e Goiânia também receberam manifestantes.

As manifestações acontecem no mesmo período em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus ligados ao chamado “núcleo 1” da suposta tentativa de golpe de Estado.