O Irã reiterou que qualquer ação militar dos Estados Unidos no país será considerada o início de uma guerra. Nesta quarta-feira (28), o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, publicou em suas redes sociais que a resposta do Irã será imediata. As informações são do g1.
O governo de Donald Trump avalia opções de intervenção, incluindo militar, no Irã contra a repressão aos protestos que eclodiram no país. Uma frota militar americana segue para o Oriente Médio neste momento, de acordo com o g1.
“Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”, escreveu Shamkhani.
Outros representantes de Teerã também se pronunciaram, indicando que o país não deixará de se defender, mas reforçou que está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e interesses comuns.
Mais cedo nesta quarta, Trump disse estar disposto a iniciar uma operação militar no Irã caso o país não assine um acordo nuclear com Washington. Ainda, em post no Truth Social, divulgou que o “tempo está acabando”.
“Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”, disse Trump.
O chanceler de Teerã, Abbas Araghchi, também desmentiu as falas de Donald Trump, de que o governo iraniano teria “ligado várias vezes” para negociar, e indicou que não houve qualquer contato da parte do Irã.
“Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Araghchi após porta-aviões americanos se movimentarem para a região.

