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Economia

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre prejudicou autonomia do BC

Proposta de Emenda à Constituição prevê independência orçamentária e administrativa ao Banco Central

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre prejudicou autonomia do BC
Antes da reconciliação entre os presidentes da República e do Senado, PEC tramitava com chances de aprovação (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A reaproximação entre Lula e Davi Alcolumbre fez sua primeira vítima: a autonomia do Banco Central. Antes da reconciliação entre os presidentes da República e do Senado, proposta que prevê independência orçamentária à autoridade monetária tramitava com chances de aprovação.

Mas Lula é contra o projeto por questões ideológicas do PT e porque perderia mais margem no orçamento sem as receitas geradas pelo BC, que passariam a ser usadas para custear a autoridade monetária.

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A pressão contra o projeto que beneficia o BC tem sido feita pelo minsitro da Fazenda, Dario Durigan, segundo fontes da autoridade monetária. Durigan, que sonha em permanecer no cargo caso Lula seja reeleito, já se movimentava contra a autonomia administrativa do BC quando Alcolumbre dizia que pautaria a proposta.

Essa estratégia tem sido executada com a consultoria de Fernando Haddad, ainda de acordo com fontes do BC. Haddad, que disputa o governo de São Paulo porque Lula mandou, sonha em chefiar a Casa Civil do atual presidente em um próximo mandato.

Autonomia administrativa

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023 prevê a autonomia administrativa, orçamentária e financeira ao Banco Central. O texto transforma a autarquia em uma empresa pública com regime jurídico próprio.
 
Essa mudança permite ao órgão financiar suas operações com receitas geradas por sua própria atividade e tenha flexibilidade na gestão de pessoal e orçamento sem dependência direta do Orçamento Geral da União.
 
Os defensores da PEC argumentam que a mudança é essencial para garantir a independência do BC. Mas o sindicato dos servidores do Banco Central tem gasto centenas de milhares de Reais com campanhas contra a proposta.

A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em 10 de junho. Mas o texto está parado na Casa desde então, aguardando análise em Plenário.