O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do estado do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026, ficando na segunda colocação nas intenções de voto.
Ele soma 22%, de acordo com levantamento da Quaest, divulgado em julho, enquanto o primeiro lugar fica com Juliana Brizola (PDT), que tem 24%.
Em uma publicação nas redes sociais fixada no perfil, Zucco escreveu: "Um abraço de verdade e a certeza de que o Rio Grande do Sul tem jeito. O futuro se constrói ouvindo a nossa gente, de perto e com o coração aberto".
Início da carreira
Luciano Lorenzini Zucco nasceu em 9 de março de 1974, em Alegrete (RS), e construiu uma vida militar antes de entrar para a política.
Cursou um colégio militar e entrou para o Exército Brasileiro, formando-se em ciências militares.
Nesse período, Zucco realizou diversos cursos, como avaliação de riscos na Secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça; de negociação e gerenciamento de crises; de técnicas policias na Special Weapons and Tactics na SWAT (Estados Unidos).
O candidato foi encarregado também de missões de segurança presidencial dentro e fora do Brasil.
A vida política
Em 2018, Luciano Zucco concorreu pela primeira vez nas eleições, ao cargo de deputado estadual, já filiado ao Partido Social Liberal (PSL), onde foi eleito, recebendo 166.747 votos.
Em 2022, filiou-se ao Republicanos e concorreu como deputado federal, sendo novamente escolhido nas urnas, somando 259.023 votos.
Na Câmara dos Deputados, ele foi membro titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO); Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC); Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN); entre outras.
Pautas defendidas
As principais pautas do militar envolvem defesa dos valores conservadores cristãos e da família.
Em 2023, ele novamente migrou de partido e filiou-se ao Partido Liberal (PL). O agora candidato ao governo do Rio Grande do Sul, alegou que decisão foi tomada por divergência com as ideias do partido, que se aproximou do governo Lula.
Posicionamentos e polêmicas
O deputado federal foi alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal e de denúncias do Ministério Público Federal ao longo de sua atuação política.
Ele foi investigado por suspeita de incentivar atos antidemocráticos, inclusive com patrocínio e convocações nas redes sociais.
Contudo, em 2023, o STF optou pelo arquivamento do processo. A Corte alegou que ele já era alvo de outra investigação, por bloqueios de rodovias em 2022 por caminhoneiros contrários ao resultado das eleições, que determinaram a vitória de Lula, e que essa análise deveria ser concentrada em uma mesma apuração. Portanto, o material seria encaminhado a investigação já existente.
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