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Política

Eleições no Centro-Oeste: maioria dos estados deve definir governo no segundo turno

Apenas Mato Grosso do Sul registra uma disputa com um único candidato com ampla intenção de voto

Eleições no Centro-Oeste: maioria dos estados deve definir governo no segundo turno

A disputa eleitoral para o governo do Distrito Federal está registrando Celina Leão (PP) com 29,51% das intenções, enquanto José Arruda (PSD) aparece com 21,8%. O terceiro candidato, Leandro Grass (PT), registra apenas 13,26%.

A pesquisa do Instituto Inteligov reúne os dados das pesquisas cadastradas no sistema do TSE e utiliza a média móvel ponderada, mostrando uma aproximação entre Arruda e Celina Leão.

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A tendência futura é que a intenção de voto se estabilize. Grass, que esteve empatado tecnicamente entre os dois candidatos entre maio e junho, segue em queda.

No Goiás, Daniel Vilela (MDB) segue em primeiro lugar na disputa eleitoral (37,8%). Marconi Perillo (PSDB) aparece com 23,4%, e Wilder Morais (PL) com 13,4%. A evolução temporal, registrada entre janeiro e julho, mostra estabilidade e distanciamento entre os três candidatos em relação às intenções de voto para quem lidera.

Wellington Fagundes (PL) lidera as pesquisas de governo no Mato Grosso, com 29,8% das intenções de voto. Otaviano Pivetta (Republicanos) tem 22,9%, enquanto Jayme Campos registra 16,5%.

Fagundes aparece como favorito, conforme a evolução temporal. Desde o início das pesquisas, Pivetta e Campos disputam entre si o espaço de segundo lugar. Isso só foi alterado a partir de julho, quando as pesquisas mostraram uma tendência de crescimento para o candidato do Republicanos.

Por fim, no Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) lidera com ampla vantagem das intenções de voto. Fábio Trad (PT) vem em segundo, com 18,8%, e João Henrique Catan (Novo) registra 9,3% das intenções de voto.

O Caso Master e o BRB

O assunto que foi tema de discussão no primeiro debate no DF foi o Banco Master e a operação de aquisição de títulos podres. Celina Leão foi alvo de questionamentos da ex-deputada Paula Belmonte sobre a atuação na negociação.

Outros temas como saúde, educação e mobilidade em Brasília também foram abordados.

A crise na educação também foi usada por Grass e Arruda para atacar a gestão de Ibaneis, ex-governador, e a atual gestão de Celina.

Arruda relembrou programas que foram criados durante a sua gestão, em 2006, que focavam em descentralizar a administração e a gestão financeira das escolas.

Ausência de Daniel Vilela no debate em Goiás

O debate contou com Luís César Bueno (PT), Marconi Perillo e Wilder Morais. O principal candidato que tem mais intenções de voto, Vilela, não compareceu ao primeiro debate e foi criticado pelos candidatos.

A discussão sobre facções criminosas no estado de Goiás também se tornou um dos temas mais discutidos. Wilder defendeu passar a tratar o PCC e o CV como terroristas e a criação de um sistema de premiação pelas melhores atuações dos policiais.

Mobilidade também foi discutida, com foco em diminuir a expansão dos valores e críticas à concessão de terras raras para exploração de minérios para os Estados Unidos, acordo criado na gestão de Ronaldo Caiado (PSD).

Candidatos discutem garimpo e feminicídio

As discussões eleitorais também estiveram voltadas para críticas à gestão de Mauro Mendes (União) e acusações entre os candidatos Wellington e Pivetta sobre corrupção.

Os candidatos discutiram sobre desenvolvimento de obras, sendo feitas críticas sobre o custo e a qualidade das estradas do então gestor. Houve críticas sobre o orçamento destinado para o meio ambiente quando foi discutido o tema de mudanças climáticas e propostas que visam preservar áreas ambientais.

Os candidatos também reforçaram que gostariam de criar uma secretaria da mulher para o combate ao feminicídio. O garimpo ilegal também foi tema discutido durante o debate.

Debate com ausência do favorito

Eduardo Riedel, que lidera as intenções de voto e disputa a reeleição, não compareceu ao debate no Mato Grosso do Sul. Fábio Trad e João Henrique estiveram presentes e focaram na crítica à atual gestão.

Discutiram a ausência de propostas para povos indígenas e pessoas LGBTQIAPN+ e cobraram que esse público, além de pessoas sem-terra, deveriam ser atendidos por políticas de Estado.

Críticas sobre a falta de médicos e problemas na rede pública, melhorias de infraestrutura e segurança pública também foram analisadas, sendo apresentadas pelos candidatos críticas a Riedel.

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