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Política

Lula começa a pagar a fatura do apoio de Hugo Motta

Governo libera R$ 270 milhões para produtores de cana-de-açúcar do Nordeste após pedido do presidente da Câmara dos Deputados

Lula começa a pagar a fatura do apoio de Hugo Motta

Poucos dias após selar o apoio eleitoral junto a Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, Luiz Inácio Lula da Silva liberou R$ 270 milhões para ajudar os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste. O aceno financeiro e político atende diretamente a um pedido de Motta (Republicanos-PB).

A medida estabelece o repasse de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar produzida por fornecedores independentes da região, para mitigar as perdas acumuladas com a alta no custo dos insumos, a volatilidade dos preços do açúcar e do etanol e o impacto de tarifas e barreiras comerciais impostas pelos EUA.

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A estimativa é de que a ajuda alcance cerca de 17 mil produtores rurais independentes e ajude a preservar aproximadamente 60 mil empregos diretos nos canaviais nordestinos. O pagamento foi anunciado por Motta nas redes sociais:

“Conquista importante para o Nordeste. O Governo Federal publicou o decreto que libera R$ 270 milhões em subvenção aos produtores de cana-de-açúcar da região, fruto da articulação que fiz com produtores e suas entidades nos últimos meses. Como paraibano, conheço de perto a importância do cultivo de cana para a nossa economia, geração de emprego e renda pra muita gente da nossa terra.”

A dimensão política do acordo

A liberação da subvenção ilustra a lógica de cooperação que pauta as relações entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso Nacional.

Ao atender a demanda do presidente da Câmara dos Deputados, Lula assegura canal aberto no Legislativo, para a votação de pautas prioritárias de sua agenda econômica e social, e nos redutos eleitorais de Motta.

Ao canalizar recursos expressivos para o agronegócio regional, Hugo Motta fortalece suas bases eleitorais e se coloca como interlocutor entre o setor produtivo e o governo central.

A medida é vista nos bastidores de Brasília como o primeiro de uma série de compromissos que o Executivo precisará honrar para manter a estabilidade no trâmite das matérias legislativas de seu interesse.