A plataforma Inteligov registra que o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), está à frente na disputa eleitoral (45%), enquanto Fernando Haddad (PT) segue em segundo lugar, com 31,3%.
A pesquisa ainda registra a candidata Vera Lúcia (PSTU) com 3% das intenções. Carlos Machado (PCB-SP) e Vivian Mendes (UP) apresentam 1,8% e 1,7%, respectivamente.
No Rio de Janeiro, o nome que segue em vantagem é o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), com 43,9%. Os outros dois candidatos seguem abaixo na média ponderada: Douglas Ruas, do PL, tem 11,6% das intenções e Anthony Garotinho aparece com 10,2%.
Em Minas Gerais, por conta das últimas mudanças eleitorais, o levantamento não inclui Cleitinho Azevedo (Republicanos) e considera Marcelo Aro (PP). Alexandre Kalil (PDT) está praticamente empatado com Aro, com 14,5% dos votos, enquanto Patrus Ananias aparece em terceiro, com 12,2% na média ponderada. Em julho, Marcelo Aro cresceu e passou a ser cogitado para migrar para a disputa ao Executivo.
Por último, no Espírito Santo, a disputa parece um pouco mais dividida. Ricardo Ferraço (MDB) aparece com 31,7% das intenções, enquanto Lorenzo Pazolini (Republicanos) surge com 26,3% e Paulo Hartung (PSD) com 22,2%.
São Paulo, as privatizações e a segurança pública
Na evolução temporal, Tarcísio aparece sempre na frente, com 45% das intenções de voto, e Haddad ocupa a segunda posição. A citação de Vera Lúcia passou a ser registrada a partir de julho.
Vale observar que, para Tarcísio, o cenário segue sem sinais de inversão até o momento. Durante as rodadas entre os dois candidatos, os principais temas explorados foram a segurança pública, a infraestrutura da cidade e os programas de privatizações, como, por exemplo, a Sabesp.
Ambos falaram sobre os índices de criminalidade da cidade de São Paulo. Tarcísio defende que, durante a sua gestão, houve redução de latrocínios e furtos, enquanto o petista criticou a atuação da Polícia Militar, a remoção de câmeras do uniforme dos policiais e os casos de feminicídio.
Rio de Janeiro, segurança pública e o crime organizado
Eduardo Paes segue em ampla vantagem para uma eventual eleição ao governo do estado do RJ. Ele, no entanto, não tem focado em participar de debates. Seus adversários, Anthony Garotinho e Douglas Ruas, têm utilizado esse fato contra ele.
As propostas seguem concentradas em segurança pública e no combate ao crime organizado. Garotinho defende a criação de um “Bope 2.0” para aumentar o contingente de policiais e ocupar comunidades, enquanto Douglas quer expandir o modelo de escolas cívico-militares para 200 unidades.
Como O Brasilianista noticiou, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu os direitos políticos de Anthony Garotinho por oito anos. A condenação tem origem em uma acusação anterior, após o STF negar o recurso. Ele foi condenado em 2018 por improbidade administrativa durante o governo de sua esposa, Rosinha Garotinho. O Ministério Público Eleitoral pediu para que o Tribunal Regional Eleitoral barre a sua candidatura.
Minas Gerais e o fator Cleitinho
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) aparece com grande vantagem. Anteriormente, o presidente do partido, Marcos Pereira, não o havia autorizado a participar da eleição pelo seu estado, devido a inconsistências e à ausência de sinalização para a sua participação.
Cleitinho, em debate, defende a redução da carga tributária, a diminuição do IPVA de 4% para 3% e a revisão de benefícios fiscais.
Durante a primeira rodada em Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD) discutiram sobre dívida estadual, segurança pública e privatizações. Patrus Ananias não compareceu ao debate.
Espírito Santo e o Bope Capixaba
A discussão entre os candidatos também está diretamente relacionada à segurança pública. Ricardo Ferraço, que lidera as pesquisas, defende a criação de uma companhia de elite da PM voltada ao combate às facções e a tipificação das ações de facções criminosas como terrorismo.
O candidato disputará a eleição com Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória, que segue com o mesmo discurso de endurecimento de medidas para o combate ao crime organizado.
O cálculo da média ponderada
Para a pesquisa, foram considerados todos os levantamentos registrados até 4 de agosto de 2026, somando 43 novos aos 361 anteriores. O levantamento inclui dados dos institutos Real Time Big Data, Paraná Pesquisas, Quaest, AtlasIntel e Veritá.
O Brasilianista trouxe o exemplo sobre a média ponderada para a disputa para a Presidência da República, que coloca Lula com 39,5% das intenções e Flávio Bolsonaro com 33,2%.

