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Economia

Membro do conselho do Fed afirma que serão necessários quatro cortes de juros em 2026

A fala acontece após um forte crescimento nas taxas de emprego dos EUA

Membro do conselho do Fed afirma que serão necessários quatro cortes de juros em 2026

O membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Stephen Miran, comentou otimista sobre o forte crescimento das taxas de emprego no país, mas que o Fed ainda precisaria cortar a taxa básica de juros pelo menos quatro vezes neste ano. As informações são da CNN.

Para ele, é necessário o corte de um ponto percentual nos juros — 0,25 p.p por reunião — para evitar riscos no mercado de trabalho, visto que o controle da inflação não é um problema.

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“Acho que é muito cedo para dizer que o mercado de trabalho não precisa mais do suporte do Federal Reserve. Definitivamente, acho que o mercado de trabalho pode ser sustentado ainda mais pelo Fed”, disse Miran no programa “Mornings with Maria”, da Fox Business.

De acordo com o Uol, o membro do conselho ainda alegou que realmente não acha que haja um problema com a inflação neste momento, após que as recentes leituras de inflação registrarem um ponto percentual acima da meta do ⁠Fed — e com expectativa de provavelmente irão desacelerar.

Como estão os juros dos EUA?

O Federal Reserve manteve os juros básicos da economia americana inalterados em decisão da última reunião, realizada no dia 28 de janeiro de 2026, a primeira do ano. As taxas operam no patamar entre 3,5% e 3,75%.

Esse é um movimento destoante das últimas três reuniões da autoridade monetária dos EUA, quando o banco central havia reduzido as taxas de juros em meio a pressões da Casa Branca. Vale lembrar que o resultado influencia todo o mercado financeiro, que deve estar mais vigilantes de suas práticas.

Funciona assim: redução de juros pode aumentar o investimento estrangeiro nos EUA, mas não ajuda a controlar a inflação, o que prejudica os consumidores. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão do Fed foi tomada por três motivos. Confira cada um deles:

Análises a longo prazo

Apesar de reações imediatas de investidores, os efeitos reais da mudança de juros na economia acabam acontecendo alguns meses depois.

Dessa forma, os viajantes podem avaliar o comportamento dos juros no longo prazo.

Inflação alta

No cenário atual político dos EUA, a inflação segue elevada e pode aumentar o volume de preços altos.

Ao mesmo tempo, o custo de crédito recua, o que faz com que consumidores e empresas garantam maior poder de compra.

Desemprego e PIB

Os dados de desemprego nos EUA em janeiro também foram responsáveis pela medida da última reunião, visto que foram resultados positivos.

Em comunicado após a reunião, o banco central mudou a descrição do crescimento econômico de “moderado” para “sólido” depois da apresentação do Produto Interno Bruto (PIB) com crescimento expressivo no terceiro trimestre.

A expectativa é de que o quarto trimestre também apresente forte crescimento, impulsionando mais cortes de juros. Isso é uma boa notícia para o Brasil, que também deve acompanhar o corte de juros com a Selic.

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