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Geopolítica

EUA sugerem nova zona de comércio para minerais estratégicos

Durante conferência, o vice-presidente dos EUA disse que busca fortalecer cadeias de suprimento entre países aliados

EUA sugerem nova zona de comércio para minerais estratégicos

Autoridades dos Estados Unidos reuniram representantes internacionais nesta quarta-feira (04), no Departamento de Estado, para a Conferência Ministerial de Minerais Críticos, encontro que teve como abertura um discurso do secretário de Estado, Marco Rubio.

O evento ocorre dentro das diretrizes da política externa do governo do presidente Donald Trump. Durante a conferência, revisitou a proposta norte-americana de criação de uma zona de comércio preferencial dedicada a minerais considerados estratégicos.

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De acordo com a CNN, a iniciativa busca reduzir a concentração chinesa nesse segmento, hoje central para diversas cadeias industriais globais.

A proposta foi detalhada pelo vice-presidente JD Vance, que defendeu a formação de um arranjo comercial entre países aliados e parceiros. A ideia, segundo ele, é garantir maior autonomia industrial aos Estados Unidos e, simultaneamente, estimular a produção dentro do grupo participante.

Influencia chinesa

Sem mencionar diretamente a China, Vance apontou que o debate reflete uma preocupação generalizada com a instabilidade das cadeias globais de suprimento.

Para o vice-presidente, esses sistemas estão sujeitos a rupturas rápidas e imprevisíveis, muitas vezes fora do alcance de decisão dos governos afetados.

Ao reforçar o peso estratégico do tema, Vance afirmou que o acesso a minerais críticos ocupa um lugar central nas prioridades da atual administração, comparável ao interesse do governo Trump pelas reservas de petróleo da Venezuela.

O que está incluso no pacote?

O plano apresentado inclui ainda mecanismos econômicos adicionais, como a definição de parâmetros mínimos de preço para esses minerais.

Segundo o vice-presidente, esses valores seriam sustentados por tarifas flexíveis, com o objetivo de evitar distorções no mercado e conter a entrada de produtos a preços muito baixos, prática que, na avaliação do governo, compromete a competitividade da indústria nacional.

Vance também afirmou que alguns países já demonstraram apoio à proposta, embora não tenha citado quais, e avaliou que as discussões em curso devem resultar em novas adesões.

Ele ainda destacou que os Estados Unidos teriam condições de levar adiante um acordo desse tipo de forma independente, mas ressaltou que a participação de outros países amplia a solidez e a eficácia da iniciativa.

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