O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, removeu na última quinta-feira (20), a tarifa adicional de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo carne bovina, café, cacau, frutas e especiarias.
A medida, válida para cargas que entraram no país a partir de 13 de novembro, ocorreu após os encontros entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump, na Ásia, mostrados pelo O Brasilianista.
Quais produtos estão fora da tarifa?
O UOL listou os produtos que ficaram de fora das tarifas de Trump, além do café e carne bovina, também estão:
- Produtos como castanhas (frescas e secas);
- Polpa de laranja e suco de laranja
- Minério de ferro, minérios e concentrados de estanho, lignito e outros minérios;
- Aço inoxidável, aço-liga e outros tipos de aço;
- Carvão e certos derivados;
- Querosene usado em aviação;
- Cobre, cabos e outros;
- Petróleo não refinado e outros combustíveis ou lubrificantes derivados de petróleo
- Combustível de aviação;
- Aeronaves civis, suas peças e componentes;
- Polpa de madeira e madeira;
- Polpa de algodão, bambu e outros;
- Mica;
- Metais preciosos e outros.
Contudo, alguns deles ainda seguem tarifados pelo presidente dos EUA. Veja a seguir:
Quais produtos ainda estão tarifados por Trump?
Alguns itens manufaturados, como máquinas, motores e calçados, seguem enfrentando a tarifa extra de 40%, de acordo com o G1.
A reportagem mostrou que, segundo o governo brasileiro, a decisão é considerada positiva, mas ainda insuficiente, já que o setor industrial é visto como estratégico para a economia.
Na semana passada, Washington já havia reduzido tarifas sobre produtos alimentícios de vários países, diminuindo a alíquota de 50% para 40% no caso do Brasil. Agora, para parte dos itens, as taxas retornam ao patamar anterior ao tarifaço de Trump.
Reação de Lula
Lula comemorou a decisão e afirmou que a decisão sinaliza respeito.
“Quando o presidente dos EUA tomou a decisão de fazer a supertaxação, todo mundo entrou em crise e ficou nervoso. E eu não costumo tomar decisão com 39 graus de febre. Eu espero a febre baixar. Se você tomar decisão com febre, você vai cometer um erro”, disse durante abertura do Salão Internacional do Automóvel, em SP. As informações são da Agência Brasil.

