Com a visita do príncipe William ao Brasil, uma dúvida recorrente reacendeu no país: afinal, o Brasil também tem príncipe? A resposta oficial é: não.
Isso porque, desde a Proclamação da República, em 1889, o país deixou de ter uma monarquia e, consequentemente, qualquer título de nobreza reconhecido por lei.
Contudo, o Brasil ainda conta com uma família que se considera herdeira simbólica do trono, os Orléans e Bragança, descendentes diretos de dom Pedro II, o último imperador brasileiro.
Eles mantêm tradições, genealogias e uma linha de sucessão simbólica, embora sem qualquer função política ou reconhecimento oficial do Estado.
Quem são?
Segundo uma reportagem da CNN Brasil, o atual “chefe da Casa Imperial do Brasil” seria o príncipe dom Bertrand de Orléans e Bragança. Com a morte de seu irmão, dom Luiz, em 2022, ele passou a ser considerado o primeiro na linha sucessória simbólica.
Depois dele, o título passaria para dom Rafael de Orléans e Bragança, representante da geração mais jovem da família e bisneto da princesa Isabel, figura central da abolição da escravidão em 1888.
Ainda que os títulos “príncipe” e “princesa” sejam usados dentro do círculo familiar e por simpatizantes do movimento monarquista, eles não têm validade legal.
O decreto republicano de 1889 aboliu a monarquia e, com ela, todos os privilégios e cargos nobiliárquicos (tudo que se relaciona a títulos da nobreza).
A família imperial na política
Entre os descendentes da antiga monarquia, um nome se destaca na política atual. Luiz Philippe de Orléans e Bragança é tetraneto de dom Pedro I e pentaneto de dom João VI, pertencendo, portanto, à linhagem direta da família imperial brasileira.
Ele é o primeiro membro da Casa Imperial a ocupar um cargo político eletivo desde a queda da monarquia, em 1889.
Luiz Philippe é deputado federal por São Paulo, filiado ao Partido Liberal (PL), e atua em pautas de direita e conservadoras.

