Esta terça-feira (04) marca o 35º dia da paralisação do governo dos Estados Unidos e, sem perspectivas de encerrar, deve seguir como o maior da história do país norte-americano. No Congresso, segundo a CNN, republicanos e democratas seguem culpando uns aos outros pelo shutdown.
Não é a primeira vez que um “shutdown” acontece no governo de Donald Trump. Em seu primeiro mandato, o governo americano ficou 35 dias paralisado, cenário que resultou em um prejuízo de US$ 3 bilhões na economia do país.
Agora, com o Senado e Câmara em maioria republicana, as deliberações não chegam a um acordo para que o número mínimo de parlamentares democratas aprovem o orçamento dos EUA para o próximo ano. Enquanto não se chega a uma decisão, a população segue afetada.
Ainda de acordo com a CNN, a assistência alimentar para os pobres foi interrompida, os funcionários públicos federais estão sem receber salários e não há perspectivas de como a economia deve se comportar nos próximos meses, sem projeções concretas.
A última sessão da Câmara foi realizada em 19 de setembro e o presidente Donald Trump não esteve muitas vezes em Washington desde o início da paralisação. Essa é a 15ª paralisação desde 1981 e a segunda do governo Trump.
Como mostrado pelo O Brasilianista, os EUA devem perder cerca de 15 bilhões de dólares por semana — o equivalente a R$ 80,1 bilhões — até que se estabeleça um acordo entre democratas e republicanos. As informações são de um estudo da Goldman Sachs, divulgado pela Casa Branca.
Relembre o shutdown
Os EUA sofrem desde o início de outubro com um shutdown, ou seja, uma paralisação do governo. Isso acontece quando os parlamentares não entram em acordo sobre as leis que definem o valor que o governo terá com gastos discricionários durante o próximo ano fiscal, que se inicia em 1º de outubro.
Desta vez, os parlamentares não aprovaram nenhuma das 12 leis que definem o novo orçamento fiscal. Até o dia 30 de setembro, não havia acordo entre os republicanos e democratas. No entanto, os democratas já indicaram que não pretendem aprovar o plano sem modificações no texto.
Dessa forma, vários departamentos federais deixam de funcionar até que um acordo seja estabelecido. Os principais efeitos da paralisação são o aumento da taxa de desemprego e também os impactos econômicos de uma pausa de órgãos públicos forçada.
Os serviços considerados essenciais, como saúde e segurança pública, não têm seus serviços afetados, e seguem com o funcionamento normal. Em contrapartida, algumas agências elaboraram planos de contingência que especificam quais trabalhadores e serviços permanecerão em atividade durante a paralisação.

