O governo da China criticou a decisão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos de ampliar as sanções aplicadas a empresas listadas na chamada “lista de entidades”. As informações foram compartilhadas pela NewsWeek, nesta terça-feira (30).
A nova regra passa a incluir também subsidiárias com participação acionária superior a 50%. Pequim classificou a medida como uma ameaça à estabilidade do comércio internacional e das cadeias globais de fornecimento.
Segundo o Ministério do Comércio chinês, a decisão norte-americana é “mais um exemplo típico da generalização, pelos EUA, do conceito de segurança nacional e do uso abusivo dos controles de exportação”.
Pequim disse que tomará as “medidas necessárias” para defender seus interesses e instou os EUA a “cessarem a repressão injustificada contra empresas chinesas”.
De acordo com análise da Agência Arko, a medida pode ter efeitos diretos sobre empresas chinesas e estrangeiras que operam no país, prejudicando direitos e interesses legítimos das companhias afetadas.
A análise diz ainda que a firme resposta chinesa sugere que retaliações comerciais ou regulatórias podem estar no horizonte, elevando as tensões entre as duas maiores economias do mundo.
Isso pode gerar impactos sobre o crescimento industrial global, elevar custos de produção e reconfigurar cadeias de valor.
Reflexos para o Brasil
A disputa também interessa ao Brasil. Como lembra a Agência Arko, a intensificação do conflito comercial pode aumentar a volatilidade nos mercados internacionais e afetar a demanda por commodities brasileiras, especialmente soja e minério de ferro, principais produtos exportados para a China.
Além do impacto econômico, a escalada das tensões reforça a necessidade de Brasília monitorar de perto a disputa e ajustar sua estratégia de comércio exterior, buscando diversificar parceiros para reduzir a exposição a riscos externos.

