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Política

O que são coligações e federações e qual impacto delas nas eleições?

Entenda as diferenças e de que forma elas podem alterar a representação política nas urnas

O que são coligações e federações e qual impacto delas nas eleições?

Durante as eleições brasileiras, os partidos políticos podem formar alianças para ampliar a competitividade. Essas uniões podem ocorrer por meio das chamadas coligações ou federações partidárias. 

Ainda que pareçam iguais, elas têm regras, prazos e consequências bastante distintas e isso afeta diretamente tanto o eleitor quanto a governabilidade.

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O que é uma coligação?

O Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipula que uma coligação é a união de dois ou mais partidos políticos com o objetivo de disputar determinada eleição de forma conjunta.

As coligações também têm características e regras específicas. Elas são:

  • Temporárias, valem apenas durante a eleição;
  • Permitidas apenas para eleições majoritárias (presidente, governador, senador e prefeito);
  • Deixaram de existir para eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais/distritais e federais) após a Emenda Constitucional 97/2017.

Isso significa que partidos podem se juntar para disputar a prefeitura de uma cidade, por exemplo, contudo, não podem coligar para lançar candidatos a vereador. A ideia era evitar que votos dados a um determinado partido pudessem ser transferidos a outro de orientação política completamente diferente.

O que é uma federação partidária?

Já as federações foram regulamentadas pelo TSE na Resolução nº 23.670/2021, e representam uma forma de união mais estável.

Diferente das coligações, o TSE explica que a federação partidária é uma associação de partidos que, reunidos em federação, passam a atuar como se fossem uma única agremiação em disputas eleitorais e no funcionamento parlamentar, devendo permanecer unidas por pelo menos quatro anos:

As federações, como as coligações, também possuem regras e características específicas:

  • Têm duração mínima de quatro anos, ou seja, cobrem todo um mandato;
  • Podem disputar tanto eleições majoritárias quanto proporcionais;
  • Mantêm a identidade de cada partido (nome, número, filiados), mas os unem em bloco único para efeitos eleitorais e parlamentares;
  • Impõem obrigações e sanções: se um partido sai antes do prazo, pode perder acesso ao Fundo Partidário, ao tempo de TV e até sofrer restrições em eleições futuras.

Qual o impacto nas eleições?

As mudanças têm repercussões diretas sobre a política e sobre o eleitor. Por exemplo, após o fim das coligações proporcionais, votos passaram a ser contabilizados apenas dentro do partido ou federação.

Essa estratégia evita que o eleitor vote em um candidato de esquerda, por exemplo, e esse voto acabe elegendo alguém de um partido conservador aliado na coligação.

Além disso, as federações permitem que partidos pequenos somem votos e superem a cláusula de barreira, que define quem pode ter acesso a fundo partidário e propaganda eleitoral gratuita. Se isso não ocorresse, muitas legendas ficariam ameaçadas de desaparecer.

No Brasil, 29 partidos são registrados no TSE. As federações surgiram como alternativa para reduzir a fragmentação, incentivando legendas a se unirem em blocos mais consistentes.