Em passagem pelos Estados Unidos para participar de eventos durante a semana da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na última quarta-feira (24).
Lula e Zelensky já haviam se encontrado em 2023, também na semana da Assembleia da ONU. Desta vez, o encontro durou 40 minutos, e o presidente Lula saiu sem falar com os jornalistas.
Segundo o governo brasileiro, mesmo demonstrando apoio aos atuais diálogos abertos para a paz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou que, referente à guerra entre Rússia e Ucrânia, ele não enxerga uma saída militar.
Durante a reunião, Lula defendeu sua ideia para o “Clube da Paz”, ou seja, países neutros em relação à guerra que serviriam de intermediação entre Rússia e Ucrânia, segundo o g1.
O presidente da Ucrânia compartilhou os últimos acontecimentos da guerra com Lula, e agradeceu o apoio do presidente do Brasil em relação ao fim da batalha.
A fim de reforçar apoio durante o conflito, Zelensky tem aproveitado a reunião da Assembleia Geral da ONU para se encontrar com líderes de diversos países desde o início da guerra, em 2022.
Zelensky falou com à imprensa ao final do encontro com Lula, e afirmou ter gostado dos “sinais vindos do Brasil”. O presidente ucraniano completou dizendo que: “O presidente Lula me disse que fará o possível para levar paz para a Ucrânia”, segundo a BBC News.
Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, realizado pelo presidente do Brasil, Lula falou sobre o conflito armado que vem ocorrendo entre a Rússia e a Ucrânia. Entendendo que uma “solução militar” não será possível, o líder brasileiro defendeu uma negociação com “solução realista” para a guerra.
Mesmo não se alinhando com as medidas unilaterais dos Estados Unidos e da União Europeia, o líder do Brasil condena a invasão russa. Houve um período em que Zelensky, presidente ucraniano, expôs seu descontentamento com o Brasil, que segundo ele, deveria ser mais firme nas críticas voltadas à Rússia.
As informações são do g1.

