O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (12) que o suspeito de atirar contra o ativista conservador e influencer Charlie Kirk, está sob custódia das autoridades e afirmou que um ministro e o pai do suspeito estavam envolvidos na sua captura. As informações são de uma entrevista de Trump à Fox News.
Aliado do presidente republicano, Kirk foi morto a tiros na última quarta-feira (10), enquanto discursava na Universidade do Vale de Utah, em Orem, nos Estados Unidos.
O ataque foi feito enquanto Kirk participava de um debate sob uma tenda e câmeras registraram o momento, exibindo um tiro no pescoço. Como noticiou o AP News, o governador de Utah, Spencer Cox, classificou o episódio como um dia trágico e sombrio para a nação.
The emergent enemy in the West is wokism/Marxism combining with Islamism to destroy the American way of life. What is that? It's getting married, buying a home, having kids, allowing them to ride their bike until the sun goes down. It's sending them to a good school where they're… pic.twitter.com/9leqlfLJVh
— Charlie Kirk (@charliekirk11) August 13, 2025
Segundo Trump, alguém próximo ao suspeito o denunciou. “É interessante, pois tínhamos imagens muito boas, mas não ótimas, não perfeitas”, disse o presidente.
Tensões políticas aumentam chances de “guerra civil”?
Como visto nesta matéria do O Brasilianista, a escalada da polarização extrema nos EUA e atos políticos violentos em crescimento colocam em debate se o país poderia viver uma guerra civil.
Especialistas em terrorismo doméstico disseram à Reuters que “uma convergência de fatores contribuem para o aumento da violência nos EUA”.
Entre elas, eles destacam: insegurança econômica, ansiedade com as mudanças demográficas raciais e étnicas e o tom cada vez mais inflamatório do discurso político. Outro ponto é que o fácil acesso a armas, combinado com narrativas extremistas online, cria um ambiente propício para atos violentos.
O país teve, nos primeiros seis meses do ano, 150 ataques violentos com motivações políticas.

