Publicidade
Geopolítica

Morte de Charlie Kirk reabre debate sobre risco de guerra civil nos EUA

Episódio soma-se a série de ataques políticos e acende alerta sobre polarização extrema no país

Morte de Charlie Kirk reabre debate sobre risco de guerra civil nos EUA

O ativista conservador e influencer Charlie Kirk, aliado de Donald Trump, foi morto a tiros, na quarta-feira (10), enquanto discursava na Universidade do Vale de Utah, em Orem, EUA.

O ataque foi feito enquanto Kirk participava de um debate sob uma tenda e câmeras registraram o momento, exibindo um tiro no pescoço. Como noticiou o AP News, o governador de Utah, Spencer Cox, classificou o episódio como um dia trágico e sombrio para a nação.

Publicidade

O episódio levanta o risco de um conflito nos EUA, ou de uma guerra civil, como no filme estrelado por Wagner Moura (2024).

EUA estão perto de uma “guerra civil”?

A escalada da polarização extrema nos EUA e atos políticos violentos em crescimento colocam em debate se o país poderia viver uma guerra civil. 

Especialistas em terrorismo doméstico disseram à Reuters que “uma convergência de fatores contribuem para o aumento da violência nos EUA”. 

Entre elas, eles destacam: insegurança econômica, ansiedade com as mudanças demográficas raciais e étnicas e o tom cada vez mais inflamatório do discurso político. Outro ponto é que o fácil acesso a armas, combinado com narrativas extremistas online, cria um ambiente propício para atos violentos.

O país teve, nos primeiros seis meses do ano, 150 ataques violentos com motivações políticas.

Comparação com “Guerra Civil” (filme)

A comparação da situação dos EUA com o filme Guerra Civil, que conta com o ator brasileiro Wagner Moura, acontece porque, em ambas situações, há tensões profundas entre grupos sociais. 

Comparações da vida real com a ficção:

  • Divisão dentro da sociedade em grupos sociais com violência;
  • Uso simbólico e violento do espaço público com mobilizações, confrontos em protestos, eventos polarizados;
  • Normalização da retórica que “justifica” violência para proteger valores ou visões de mundo, como liberdade.

Apesar disso, é importante destacar as diferenças:

No filme, há uma ruptura institucional explícita com forças armadas divididas, e o conflito armado em larga escala.

Já na vida real, no entanto, não há, por ora, sinais de desintegração institucional ou militar, nem de enfrentamento organizado entre grupos armados rivais.