O ativista conservador e influencer Charlie Kirk, aliado de Donald Trump, foi morto a tiros, na quarta-feira (10), enquanto discursava na Universidade do Vale de Utah, em Orem, EUA.
The emergent enemy in the West is wokism/Marxism combining with Islamism to destroy the American way of life. What is that? It's getting married, buying a home, having kids, allowing them to ride their bike until the sun goes down. It's sending them to a good school where they're… pic.twitter.com/9leqlfLJVh
— Charlie Kirk (@charliekirk11) August 13, 2025
O ataque foi feito enquanto Kirk participava de um debate sob uma tenda e câmeras registraram o momento, exibindo um tiro no pescoço. Como noticiou o AP News, o governador de Utah, Spencer Cox, classificou o episódio como um dia trágico e sombrio para a nação.
O episódio levanta o risco de um conflito nos EUA, ou de uma guerra civil, como no filme estrelado por Wagner Moura (2024).
EUA estão perto de uma “guerra civil”?
A escalada da polarização extrema nos EUA e atos políticos violentos em crescimento colocam em debate se o país poderia viver uma guerra civil.
Especialistas em terrorismo doméstico disseram à Reuters que “uma convergência de fatores contribuem para o aumento da violência nos EUA”.
Entre elas, eles destacam: insegurança econômica, ansiedade com as mudanças demográficas raciais e étnicas e o tom cada vez mais inflamatório do discurso político. Outro ponto é que o fácil acesso a armas, combinado com narrativas extremistas online, cria um ambiente propício para atos violentos.
O país teve, nos primeiros seis meses do ano, 150 ataques violentos com motivações políticas.
Comparação com “Guerra Civil” (filme)
A comparação da situação dos EUA com o filme Guerra Civil, que conta com o ator brasileiro Wagner Moura, acontece porque, em ambas situações, há tensões profundas entre grupos sociais.
Comparações da vida real com a ficção:
- Divisão dentro da sociedade em grupos sociais com violência;
- Uso simbólico e violento do espaço público com mobilizações, confrontos em protestos, eventos polarizados;
- Normalização da retórica que “justifica” violência para proteger valores ou visões de mundo, como liberdade.
Apesar disso, é importante destacar as diferenças:
No filme, há uma ruptura institucional explícita com forças armadas divididas, e o conflito armado em larga escala.
Já na vida real, no entanto, não há, por ora, sinais de desintegração institucional ou militar, nem de enfrentamento organizado entre grupos armados rivais.

