Mesa: relator da (CM-ReformaTributária), deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); presidente da (CM-ReformaTributária), senador Roberto Rocha (PSDB-MA); vice-presidente da (CM-ReformaTributária), deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Foto: Beto Barata/Agência Senado

A preferência do governo pela reforma tributária fatiada tem gerado conflito com senadores, que mostram preferência pela aprovação de uma reforma tributária ampla.

O atrito veio à superfície durante debate realizado nesta sexta-feira (20) no Senado Federal para discutir a reforma no sistema de cobrança dos impostos.

O secretário da Receita, José Tostes, em sua fala, defendeu a reforma em fases, a partir da aprovação dos projetos que tramitam na Câmara dos Deputados: a criação da CBS e a reforma do Imposto de Renda. O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da PEC 110/19, deu um “puxão de orelha” no secretário:

“Como se vê, o secretário Tostes discutiu o PL que está na Câmara, que cria a CBS. Esse debate não é pra discutir PL da Câmara, mas sim a PEC 110. Esse PL mostra que desistiram da PEC da reforma ampla. Nós aqui estamos tentando levá-la adiante”, disse.

Segundo Roberto Rocha, o ambiente no Senado é favorável à aprovação da PEC, mas a falta de cooperação do governo atrapalha o andamento. Por isso, frustrado com a falta de resultado da discussão com o governo, o senador decidiu jogar a toalha.

“É um desabafo de quem está carregando quase sozinho esse piano por quase três anos. Aprendi que brigar não é bom. [Brigar] sabendo que vai perder, é burrice. A gente vai concluir essa sessão hoje e vou convidar outro senador para seguir esse trabalho. Vou apresentar de forma impreterível na próxima semana o meu relatório”, disse.


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