Custo Brasil: governo quer reduzir burocracia em R$ 1,5 trilhão
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Apesar do movimento de Arthur Lira (PP-AL) em prol do fatiamento da reforma tributária, a proposta apresentada por Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) tem recebido apoio dentro e fora do Congresso. Defensor de uma proposta ampla de reforma, com a inclusão do ICMS e do ISS nos impostos a serem fundidos, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) foi o primeiro a se manifestar contra o fatiamento. Ainda que a instituição, que representa os estados, já diga que deve propor adequações, ela tem se posicionado contra o fatiamento e considerou que o relatório é um avanço.

Agora, nesta quinta-feira (13), foi a vez de grupos ligados ao setor produtivo se manifestarem. Lideradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 35 entidades setoriais assinaram um manifesto em prol de “uma reforma tributária ampla, que inclua tributos dos três entes da Federação: União, Estados e Municípios”.

“Estudos de profissionais renomados, que fazem parte de instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam que a Reforma Tributária Ampla tem capacidade de aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB brasileiro nos próximos 15 anos. Essa aceleração do crescimento será resultado dos ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos”, diz o documento.

Anteriormente, a proposta também recebeu o suporte do presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (MDB-MG). “A Comissão Mista fez um trabalho longo de aprofundamento sobre a Reforma Tributária. É razoável e inteligente darmos oportunidade de concluírem o trabalho, o que se efetiva com a apresentação do parecer pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (…) a comissão concluirá o seu trabalho, e caberá à Câmara e ao Senado a condução da reforma tributária”, disse