Presidente da República, Jair Bolsonaro com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), Presidente Nacional do PP. Foto: Marcos Corrêa/PR

Ainda sem partido, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que pensa em se filiar ao Progressistas (PP) para poder disputar a reeleição em 2022. Por outro lado, frisou que fará exigências para viabilizar a aliança. “Obviamente, indo para o partido, eu tenho interesses”, disse em entrevista à Rádio ABC, do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, a decisão levará em conta qual será a capacidade do partido de eleger uma bancada considerável no Congresso. Além disso, ele quer que apoiadores disputem o governo de importantes estados brasileiros.

“Indo para um partido, gostaria de ter uma legenda para governador de São Paulo, governador do Rio e pelo menos 8 senadores”, declarou.

Bolsa família e aliança com o centrão

Principal componente do chamado “centrão”, o PP é o partido do senador Ciro Nogueira (PI), nomeado como ministro da Casa Civil na semana passada. Também é o partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL).

Os partidos do centrão são conhecidos pela maleabilidade ideológica e por se aliarem a quem estiver no governo. Ciro Nogueira, por exemplo, foi aliado do ex-presidente Lula e chegou a chamar Bolsonaro de genocida durante a campanha.

“Senta na minha cadeira e governe sem o voto dos parlamentares que são do dito centrão. Aprove PEC, PL, Pronampe, Auxílio Emergencial e outros projetos. Eu sempre fui do centrão e do PP. Não podemos achar que o centrão está fora do destino do Brasil. É o que tenho para governar. Ou quer que eu procure apoio do PT, do PSOL, do PCdoB, da Rede e do Cidadania?”, disse.


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