O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 3,7% para 5,3% neste ano. Os números constam no relatório “World Economic Outlook Update”.

Como consequência do desempenho positivo da economia brasileiro, o FMI também elevou de 4,6% para 5,8% a projeção para o crescimento da atividade econômica da América Latina.
A estimativa do FMI converge com o Boletim Focus, do Banco Central (BC), que projeta uma expansão da economia de 5,29% neste ano.

Reformas estruturais

Porém, para 2022, o FMI, reduziu as estimativas para o crescimento da economia brasileira de 2,6% para 1,9%.
Em relação a economia, outro aspecto importante a ser destacado é a nota informativa divulgada na última terça-feira (27) pelo Ministério da Economia, intitulada “Revolução nos fundamentos do investimento: análise de reformas microeconômicas”.

A publicação ressalta que, de acordo com a experiência internacional, países, após as recessões, em geral, não retomam a sua tendência de crescimento anterior à crise. Assim, o que cria condições para retomada mais rápida consiste em reformas estruturais que, no caso do Brasil, passam pela consolidação fiscal e medidas pró-mercado.

Segundo o Ministério da Economia, o principal motor do crescimento é o investimento, pois ele amplia a capacidade produtiva do país. O informe aponta que, se até 2013 o investimento era financiado, principalmente, com recursos públicos, hoje o investimento é financiado majoritariamente pelo setor privado.

O governo mostra otimismo ao avaliar que “está em curso uma mudança qualitativa nos fundamentos do investimento no Brasil, tanto em termos de composição, quanto em termos de financiamento. E a política econômica do governo, implementada em parceria com o Congresso Nacional, tem pavimentado o caminho para a melhora da qualidade do investimento”.

O otimismo é baseado em medidas como manutenção do Teto de Gastos, a Reforma da Previdência, a Emenda Constitucional número 109, que permite ao governo federal pagar, em 2021, um novo auxílio emergencial para a população vulnerável afetada pela pandemia, e as privatizações e concessões abrem espaço para mais investimento privado.

Riscos

Apesar do otimismo demonstrado pela nota informativa divulgada pelo Ministério, e as projeções positivas para a economia brasileira traças pelo Boletim Focus do BC e o FMI, sobretudo para 2021, há uma série de desafios para o governo pela frente.

Mesmo com a economia crescendo, o elevado percentual de desempregados – cerca de 14% – pode não se reduzir tão rapidamente como a equipe econômica projeta. Vale destacar que o FMI projeta uma expansão em 2022 bem inferior a esperada para 2021.

Além disso, há riscos no horizonte como, por exemplo, a crise hídrica que poderá, no limite, levar a necessidade de um racionamento energético. Além disso, ainda não sabemos qual será o impacto da variante delta da Covid-19 sobre o sistema público de saúde. Outra incógnita é como a pandemia se comportará em 2022. Todas essas variáveis podem impactar o otimismo traçado pela equipe econômica.

Por outro lado, o governo passa a conta com uma base política mais estável, principalmente após a escolha do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil. Como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também é um aliado do presidente Jair Bolsonaro, reformas importantes como a administrativa e a tributária podem avançar no segundo semestre, aumentando otimismo dos agentes econômicos com o país.


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