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Nova presidente da Caixa afasta cinco pessoas ligadas a Pedro Guimarães

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No primeiro dia de trabalho à frente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques afastou cinco pessoas que eram ligadas ao ex-presidente da empresa, Pedro Guimarães, dando sinais de que a cúpula da instituição vai mudar. Ela tem intenção de afastar mais vinte funcionários da Caixa.

A cerimônia de posse da economista, ex-assessora do ministro da Economia Paulo Guedes, está prevista para esta terça-feira às 16h, no Palácio do Planalto. Daniella Marques afirmou que as investigações sobre as denúncias de assédio sexual que levaram à queda de Pedro Guimarães da presidência do banco serão rigorosas e que vai punir quem tiver de ser punido.

A nova presidente da Caixa anunciou os primeiros nomes que vão compor sua equipe: a secretária de gestão corporativa do Ministério da Economia, Danielle Calazans, será responsável pela área de pessoas da Caixa. Também chegam à equipe a subsecretária de micro e pequenas empresas, empreendedorismo e artesanato no ministério, Carolina Busatt, e o diretor da Empresa Gestora de Ativos, Alexandre Mota.

“Estou trazendo três profissionais da minha confiança”, disse Daniella ontem à tarde. Ela evitou dizer se os três ocuparão vice-presidências. Mas afirmou que ao menos duas estão vagas: a de atacado e a de logística e operações.

Uma delas era ocupada por Celso Barbosa, que renunciou ao posto na sexta-feira passada. Ele era considerado o “número dois” na gestão de Guimarães e também foi citado em uma das denúncias de assédio sexual. A segunda vaga é ocupada hoje por Antonio Carlos Ferreira, que será realocado para outro posto.

O procurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, pediu ontem que o tribunal investigue o acúmulo de 21 cargos do ex-presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, em conselhos de administração de empresas ligadas ao banco público. 

O caso é investigado em sigilo pelo Ministério Público da União e o Ministério Público de Contas também tem buscado fazer algumas apurações. O pedido de Lucas Rocha Furtado baseia-se notícias publicadas, segundo as quais Guimarães obteve remuneração com esses cargos de R$ 230 mil em julho de 2021.

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