Uma operação policial realizada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28) resultou na morte de pelo 130 pessoas, incluindo quatro policiais.
Como O Brasilianista noticiou mais cedo, a ação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes, visava prender suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV), a maior facção criminosa do estado.
Manifestação
Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável pela chamada Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ADPF das Favelas, deu prazo de 24 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a operação. As informações são da Agência Brasil.
Segundo o UOL, o Conselho Nacional de Direitos Humanos solicitou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), informe detalhes da ação, incluindo o número oficial de mortos, feridos e detidos, quais providências adotadas para assistência às vítimas e familiares, uma justificativa formal para a operação, a identificação das forças envolvidas, agentes e armamentos e o de câmeras corporais e nas viaturas.
O colegiado também pediu responsabilização em caso de abusos ou violações de direitos e destacou a necessidade de monitoramento das operações, sobretudo após episódios de alta letalidade.
Histórico de medidas do STF
Em abril, o Supremo determinou medidas para reduzir a letalidade das operações policiais nas favelas, incluindo:
- Realização de operações apenas durante o dia;
- Presença de ambulâncias em áreas de risco;
- Comunicação imediata ao Ministério Público estadual em caso de mortes;
- Plano de reocupação de áreas sob controle de organizações criminosas;
- Ampliação do uso de câmeras em viaturas e criação de programas de assistência à saúde mental para agentes de segurança.

