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Espanhóis da Aena concorrem ao leilão do aeroporto de Congonhas nesta quinta-feira (18)

A operadora espanhola de aeroportos Aena, que já atua no Nordeste, deve ser a única candidata a ficar com o terminal de Congonhas, no leilão da 7ª Rodada de concessões amanhã, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Teria ocorrido desistência da CCR, sem confirmação oficial.

O grupo brasileiro já administra aeroportos leiloados na 6ª Rodada e que arrematou o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte e, no ano passado, venceu o leilão de renovação da Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Também houve entrega de proposta da XP Investimentos com a operadora francesa Egis pelo bloco de aviação regional, formado pelos aeroportos de Campo de Marte (SP) e de Jacarepaguá (RJ), ambos voltados à aviação executiva. O investimento nos dois aeroportos é de R$ 560 milhões e o lance mínimo, de R$ 141,4 milhões.

A disputa deve ser mais forte no bloco Norte, formado pelos aeroportos de Belém (PA) e de Macapá (AP). Há ao menos três propostas. O governo acredita que estarão no páreo a francesa Vinci, a suíça Zurich e a brasileira Socicam (que explora terminais rodoviários de ônibus interestaduais). Os investimentos previstos são de R$ 874,77 milhões.

O número de aeroportos que passou a integrar o bloco liderado por Congonhas (10) e as incertezas do período eleitoral teriam contribuído para arrefecer o interesse pela “joia da corroa”.

Com a alteração do projeto de concessão da 7ª Rodada, com a exclusão do aeroporto de Santos Dumont, Congonha foi incorporado ao grupo de aeroportos situados em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará – muito distantes entre si.

Do Mato Grosso do Sul fazem parte os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá; de Minas Gerais, os aeroportos de Montes Claros, Uberaba e Uberlândia e do Pará os aeroportos de Santarém, Marabá, Carajás e Altamira.

Galeão

A edição do Diário Oficial de sexta-feira passada (12) publicou o decreto presidencial nº 11.171 validando decisão do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) em qualificar o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) para efeito de nova concessão ao setor privado.

Em fevereiro, a empresa Changi (Singapura), atual operadora do Galeão, protocolou junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o pedido de devolução voluntária do aeroporto ao

decidiu retirar o Santos Dumont (RJ) da sétima rodada de concessões aeroportuárias, cujo leilão será realizado nesta quinta-feira, e leiloar os dois aeroportos fluminenses conjuntamente, no próximo ano, com a criação da oitava rodada de concessões aeroportuárias, a última reunindo os aeroportos administrados pela Infraero.

Estudos estão em andamento para prever a quantidade de recurso necessária à revitalização do Galeão. Três consórcios foram autorizados pelo ministério a realizar os estudos de viabilidade do aeroporto, por meio de Processo de Manifestação de Interesse (PMI). A publicação do edital e a realização do leilão referentes à 8ª Rodada estão previstos para o 3º trimestre do ano que vem.

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