O primeiro banco do Brasil também foi um dos primeiros do mundo e está presente até hoje na vida dos brasileiros. O Banco do Brasil (BB) teve sua fundação em 1808, junto da vinda da família real portuguesa ao país — ele se tornou o primeiro banco da América do Sul e quarto do mundo.
De acordo com o Banco Central (BC), a necessidade de criar um banco no país se mostrou urgente em meio à insuficiência de moedas em circulação.
Na época, devido à alta exportação do ouro para Portugal, havia baixa produção de ouro para cunhar moedas por aqui, além dos altos gastos administrativos do Rio de Janeiro, capital do Brasil naquele período.
O banco tinha como objetivo emitir moedas, financiar a indústria e comércio e conceder crédito ao governo. Vale destacar que o Banco do Brasil foi o percursor das cédulas, emitindo os primeiros “bilhetes” apenas dois anos depois de sua criação. Esse “papel moeda” começou como um recibo que donos de cofres entregavam, confirmando a quantidade de dinheiro que uma pessoa tinha.
Falência e reabertura
Pouco após a independência do Brasil, em 1822, o banco entrou em falência em 1829 em meio à entrada do Império e foi forçado a encerrar suas operações.
Logo depois, bancos privados começaram a surgir para cuidar do dinheiro da população e também do governo imperial.
Em 1853, surge a necessidade de voltar com o Banco do Brasil, que segue em funcionamento até hoje. Ele resistiu à Proclamação da República, ditaduras e até o período de redemocratização.
O Banco do Brasil como conhecemos hoje
O BB é uma sociedade de economia mista, constituída por capital público e privado. Ou seja, o governo é o sócio majoritário do Banco do Brasil e é responsável pelas funções principais da instituição financeira.
Ele tem presença significativa em todos os estados brasileiros, entre rede própria e com parceiros, além de desenvolver atividades em outros importantes centros financeiros mundiais.
Entre suas demais contribuições, há o Centro Cultural Banco do Brasil, que financia projetos artísticos e culturais por todo o país.
E o Banco Central?
Apesar do Banco do Brasil ser o primeiro do país, o Banco Central é hoje a principal entidade monetária e responsável pelos rumos da economia brasileira.
No governo Getúlio Vargas, em 1945, foi criada a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), que se tornou o ponto de partida para o BC, segundo a própria instituição.
A Sumoc era responsável pela fixação dos percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, determinação das taxas de redesconto e assistência financeira de liquidez, além da definição dos juros sobre depósitos bancários e supervisão dos bancos comerciais.
A Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, criou oficialmente o BC, mas suas atividades só tiveram início em abril de 1965. Cabia ao órgão na época, assim como hoje, garantir o poder de compra da moeda, controlar a inflação, emitir cédulas e moedas, supervisionar os bancos e outras instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN), além de controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.
Seis décadas depois, hoje o BC também é responsável por monitorar os sistemas financeiros digitais, além de ser o criador do Pix e open finance — que permite conectividade entre os bancos e plataformas financeiras.

