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As estratégias de Tarcísio, Haddad e Garcia no horário eleitoral – Por Carlos Eduardo Borenstein

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O início do horário eleitoral mostrou quais serão as estratégias dos principais candidatos ao Palácio dos Bandeirantes – o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador de São Paulo (SP), Rodrigo Garcia (PSDB).

Tarcísio de Freitas se apresentou como um realizador, ancorado nas obras que realizou como ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro (PL). Parte importante de seu primeiro programa de TV foi destinado à apresentação do candidato do Republicanos. A nacionalização do debate estadual também esteve presente. No final do programa, Tarcísio aparece ao lado de Bolsonaro, que pediu para o eleitorado paulista votar no seu ex-ministro.

A nacionalização também foi a marca do primeiro programa de Fernando Haddad na TV. O ex-prefeito questionou a respeito de qual país queremos? Em seguida a pergunta, Haddad apostou numa comparação econômica e social dos governos do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro. Lula apareceu na propaganda eleitoral pedindo votos para Haddad. O mesmo ocorreu com o ex-governador de SP e candidato a vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB).

Rodrigo Garcia, por sua vez, apostou na fuga da polarização. Garcia, que ainda é pouco conhecido dos eleitores, se apresentou como o “novo governador” de SP. Seu programa destacou o governador como um “paulista raiz”, numa estratégia de se contrapor a Tarcísio, seu principal adversário na disputa por uma vaga no segundo turno contra Haddad, e que é carioca.

Outro ponto central da estratégia de Garcia é se posicionar como um candidato que olha para frente, para o futuro, e que não olha as brigas ideológicas da direita e da esquerda. O programa do PSDB também destacou o fato de Garcia já ter trabalhado com 5 governadores diferentes.

Conforme podemos observar, está em curso duas estratégias na disputa em SP. Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas buscarão transformar a eleição estadual como uma extensão do pleito nacional. Rodrigo Garcia, por outro lado, tentará deixar o debate nacional em segundo plano, priorizando o debate estadual.

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