Faltando pouco mais de 10 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, Lula está na empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro, mas atrás numericamente do adversário.
Lula registrou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio tem a preferência de 42% dos eleitores. O empate técnico entre o petista e o senador pelo PL do Rio de Janeiro é resultado do aumento da rejeição de Lula de julho até este mês.
Menos querido
Há dois meses, o atual presidente da República era rejeitado por 50% dos eleitores, segundo a Quaest. Na última pesquisa, divulgada na noite de segunda-feira (21), esse número aumentou para 56%.
O aumento da rejeição a Lula resultou dos ataques do Bolsonarismo, principalmente sobre as investigações envolvendo Lulinha, e da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), pois a Corte é vista por parte da população como aliada do governo do Petista.
Ódio estável
No mesmo período, a rejeição a Flávio Bolsonaro variou entre 54% e 57%. Esse resultado se manteve estável mesmo com as denúncias envolvendo o senador, Daniel Vorcaro e milicianos.
Esse contexto mostra que o antipetismo é um movimento mais resiliente que o próprio bolsonarismo e que o ódio ao PT incentiva o voto útil, impedindo o crescimento de alternativas na Direita, como Ronaldo Caiado, que também aparece empatado tecnicamente com Lula no segundo turno.
Efeito regional
O aumento da rejeição a Lula já reduziu as intenções de voto na maioria das Regiões do Brasil, se comparadas aos resultados obtidos pelo petista em 2022.
Há quatro anos, no primeiro turno, o petista conseguiu 44,3% dos votos no Sudeste; 36,8% no Sul; 37,6% no Centro-Oeste e 47% no Norte.
A última pesquisa da Quaest mostrou Lula com 30% no Sudeste e no Sul, 28% no Centro-Oeste e 41% no Norte.
Variações
A única Região em que houve aumento das intenções de voto de 2022 para cá foi o Nordeste. Há quatro anos, Lula foi escolhido por 48,3% dos eleitores. No pleito deste ano, a estimativa é de que essa parcela aumente para 54%.
Apesar das quedas na comparação com 2022, Lula conseguiu reduzir a diferença para Flávio no Sudeste de 16 para 7 pontos percentuais. O senador caiu de 47% para 43%, enquanto o presidente subiu de 31% para 36%.
Já nas Regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio Bolsonaro acabou com o empate técnico ao registrar abrir 12 pontos percentuais de diferença em relação a Lula: 48% a 36%.
Bolsa Família
Para tentar angariar mais votos na reta final da campanha, Lula abriu os cofres públicos por meio de financiamentos automotivos, empresariais e industriais. Além disso, o petista reajustou o Bolsa Família em 15% recentemente.
Essa última mudança impacta o grupo mais fiel a Lula e que, ao mesmo tempo, mais teme o retorno da família Bolsonaro à Presidência da República. Nessa parcela do eleitorado, 56% temem uma vitória de Flávio.
Política é palavra
Há alguns anos, um político suspeito de ter ligações com o crime organizado deu um "bom recadinho" para um aliado que queria descumprir acordos que havia feito antes das eleições que se avizinhavam naquele momento.
Esse político suspeito de ser próximo de criminosos em São Paulo afirmou ao então aliado: "Quem tá na política e tem filho, cumpre acordo". O recado foi entendido como uma ameaça velada de morte e foi prontamente atendido.
A informação foi recebida e apurada junto a fontes que presenciaram o fato e outras que ouviram a história de quem fez a ameaça e daquele que foi ameaçado.


