Seguindo o exemplo dos Estados Unidos, agora é a vez da Colômbia de deportar imigrantes ilegais. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou na última segunda-feira (24) a retirada dos estrangeiros irregulares do país.
A coordenação dessa medida será realizada em conjunto da autoridade migratória e a polícia. Essa operação não é uma novidade, visto que no domingo (23) um vídeo de um conselho de segurança vazou, no qual o líder colombiano deu instruções pra identificar e deter primeiro os migrantes que cometeram crimes.
Reportagem do g1 mostrou que, em sua fala, Espriella indicou que a ordem de imigração seria, em primeiro lugar, aqueles que estão cometendo crimes; em segundo, os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, seriam deportados.
"Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo", disse na reunião vazada.
O presidente afirmou ainda que não deve aceitar migrantes ilegais, de onde quer que venham. Ele também assumiu a responsabilidade da decisão política e administrativa.
A imigração na Colômbia
Em seis décadas de conflito armado, a Colômbia não costuma receber migrantes e lida constantemente com a evasão dos seus cidadãos.
Porém, o país se tornou o principal destino de imigrantes venezuelanos que fugiram da crise em seu país. A direita colombiana, por sua vez, acolhe os refugiados com um forte discurso contra o chavismo da Venezuela.
O Brasilianista levantou as principais nacionalidades de imigrantes que entraram na Colômbia desde 2021 até junho de 2026, com base nos dados do governo colombiano. Curiosamente, os venezuelanos são os segundos colocados da lista:
- Estados Unidos - 5.546.805 de pessoas
- Venezuela - 2.695.110 de imigrantes
- México - 1.620.599 de pessoas
- Equador - 1.415.146 de pessoas
- Peru - 1.031.362 de cidadãos
A crise da imigração
Os colombianos não são os primeiros a promover políticas de deportação a imigrantes ilegais. O governo de Donald Trump nos Estados Unidos, por exemplo, ficou famoso pela expulsão em massa desses migrantes e bloqueio de vistos.
Conforme noticiado por O Brasilianista, uma pesquisa aponta que a maioria da população norte-americana aprova a opinião do presidente Trump de que imigrantes que vivem ilegalmente no país devem ser deportados. No entanto, grande parte dos entrevistados não apoia a forma como o presidente vem aplicando medidas contra estrangeiros, especialmente as ações que utilizam forças policiais mascaradas em operações.
Os resultados apontam que 61% dos entrevistados, incluindo 92% dos republicanos e 35% dos democratas, apoiam a deportação de imigrantes sem documentos. Outros 73% dos democratas consideraram que não apoiam a deportação de imigrantes sem autorização, 7% dos republicanos também disseram não concordar.
A sensação é de que as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) foram longe demais entre boa parte dos americanos. De acordo com informações do jornal norte-americano The Guardian, em 2025, trinta pessoas morreram sob custódia do ICE. As mortes foram causadas por convulsões e insuficiência cardíaca, derrame, insuficiência respiratória, tuberculose ou suicídio, outras morreram após serem enviadas à hospitais, mas em custódia.
Espriella, presidente da Colômbia, está em linha com o governo americano, o que impulsiona medidas do tipo na América Latina.
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