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Política

Saiba quem é Marcio Bittar, candidato ao Senado pelo Acre

O político busca a reeleição

Saiba quem é Marcio Bittar, candidato ao Senado pelo Acre

O senador Marcio Bittar (PL) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Acre nas eleições de 2026, de acordo com levantamento de julho publicado pelo Real Time Big Data.

Bittar soma 20% das intenções de voto, aparecendo em segundo lugar na disputa. O primeiro lugar é ocupado por Gladson Cameli (PP), com 25%. Já Jorge Viana (PT) fica em terceiro, com 16%.

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No Instagram, no último domingo (16), Bittar aproveitou o início da campanha eleitoral para compartilhar um jingle. “Um hino pra quem acredita que o Acre pode avançar com trabalho, coragem e verdade. O Acre merece mais”, escreveu na legenda.

Início da carreira

Nascido em 28 de junho de 1963, em Franca (SP), Marcio Miguel Bittar, mudou-se para Mato Grosso antes de partir rumo ao Acre.

Ainda no Centro-Oeste do Brasil, ele se envolveu em movimentos estudantis, assumindo posições como secretário-geral da Juventude do PMDB e esteve presente no Comitê das Diretas JÁ.

A vida política

Em 1994, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ele iniciou a trajetória no Congresso Nacional.

Nas eleições deste ano, ele foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, em 1998, ele foi eleito deputado federal. Em 2002, já filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), atual Cidadania, ele concorreu ao Senado Federal, perdendo a eleição.

Em 2004, ele voltou para as eleições, sendo candidato à prefeitura de Rio Branco, sendo derrotado por Raimundo Angelim (PT). O petista recebeu 69.732 (49,5), enquanto Bittar somou 58.789 (41,73).

Em 2006, ao se candidatar para o governo, ele foi novamente derrotado, agora por Binho Marques (PT). O adversário recebeu 165.961 votos (53,05%), enquanto Bittar ficou com 109.867 (35,12%).

Recalculando rota

Em 2010, o candidato voltou a tentar uma vaga como deputado federal, defendendo o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e obteve sucesso ao receber o maior número de votos: 52.183 (16,90%). Nesses quatro anos também se tornou Primeiro Secretário da Câmara Federal.

Em 2014, voltou a perder na disputa a governador do Acre, em segundo turno. Tião Viana (PT) assumiu a posição ao alcançar 196.509 votos (51,29%), enquanto Bittar somou 186.658 votos (48,71%).

Em 2018, de volta ao MDB, pela primeira vez concorreu ao Senado e foi eleito, somando 23,28% dos votos. Ele está no cargo até hoje e, nestas eleições de 2026, busca a reeleição.

Atualmente, ele é membro titular da Comissão de Segurança Pública (CSP) e suplente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e Comissão de Meio Ambiente (CMA).

O candidato é considerado liberal-conservador, uma vez que defende tanto reformas econômicas de privatizações de empresas e livre-comércio, quanto é contra pautas progressistas, como a legalização do aborto.

Posicionamentos e polêmicas

Durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado neste ano, Bittar afirmou que Caetano Veloso teria “pegado em armas” em guerrilhas durante a Ditadura Militar. A fala foi logo corrigida por Otto Alencar.

Em 2013, ele também foi acusado de envolvimento com um empresário denunciado em um esquema de notas frias. Na época, ele afirmou que os gastos provinham de divulgação da atividade parlamentar, consultorias, pesquisas, além trabalhos técnicos.

No Supremo Tribunal Federal (STF), ele também é investigado por uso irregular da cota parlamentar.

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