O ex-senador Jorge Viana (PT) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Acre nas eleições de 2026, somando 16% das intenções de voto.
Isso coloca o candidato na terceira colocação dentro dessa disputa. De acordo com levantamento Real Time Big Data, Gladson Cameli (PP) está em primeiro lugar, com 25%, e Márcio Bittar (PL) em segundo, com 20%.
Com o início da campanha eleitoral no último domingo (16), Viana compartilhou um vídeo nas redes sociais em que escreveu na legenda: “Tô muito feliz porque agora posso dizer: a caminhada começou. Começou com vontade, com esperança e com muita disposição pra percorrer o Acre, ouvir minha gente e seguir trabalhando por essa terra”.
Início da carreira
Natural de Rio Branco (AC), Jorge Ney Viana Macedo Neves nasceu em 20 de setembro de 1959 e já atuou como Técnico Agrícola, Engenheiro Florestal e professor antes da carreira política.
Ainda na faculdade, fez parte de movimentos estudantis, em pró de trabalhadores rurais e seringueiros, e passou a se aproximar do Partido dos Trabalhadores (PT).
A vida política
Foi então que em 1990 ele disputou sua primeira eleição, pelo cargo de governador do Acre e filiado ao PT. Mesmo com a derrota para Edmundo Pinto (PDS), a chegada no segundo turno foi histórica para a sigla no estado.
Em 1992, ele voltou a concorrer eleições, mas para a prefeitura de Rio Branco, e foi eleito. Depois do mandato, ele também ficou conhecido por participar do projeto piloto de reforma agrária.
Em 1998, ele participou novamente das eleições concorrendo a governador do Acre. Nesta segunda tentativa, ele foi eleito somando 112.889 votos (57,70%). Em 2002, Viana conseguiu a reeleição com 64% dos votos.
Mandato no Senado Federal
Em 2006, Viana optou por não disputar nenhum cargo, mas conseguiu eleger o sucessor Binho Marques ao governo. Em 2010, ele buscou uma cadeira no Congresso Nacional, como senador.
O candidato do PT foi eleito com 205.593 votos (31,77%) e ocupou a cadeira até 2019. Ao longo dos anos, ele chegou a assumir a vice-presidência da Casa.
No Senado, ele fez parte da Comissão de Meio Ambiente, além de se tornar vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas.
Posicionamentos e polêmicas
Jorge Viana já foi alvo de investigação da Lava Jato, por suspeita de ser “o menino da floresta”, fato que ele negou. Anos depois, ele teve o seu nome retirado do inquérito e comemorou a notícia.
Em 2011, ele também foi colocado como suspeito de fraudar uma licitação. A defesa do candidato, contudo, negou que ele estivesse sendo investigado pelo caso.
Em 2017, ele e seu irmão foram investigados por solicitação de recursos ilícitos para campanhas eleitorais, após delações do ex-executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, e do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Viana sempre negou qualquer irregularidade.
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