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Caiado, Renan e Zema trocam desconhecimento por rejeição

Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado não são conhecidos por 44%, 32% e 31% dos eleitores, respectivamente

Caiado, Renan e Zema trocam desconhecimento por rejeição

Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) são candidatos ainda bastante desconhecidos pelos eleitores, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (18).

Renan não é conhecido por 44% do eleitorado, enquanto Zema e Caiado, apesar de terem sido governadores de Minas Gerais e Goiás nos últimos oito anos, são desconhecidos por 32% e 31% dos eleitores, respectivamente.

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Porém, conforme esse trio se torna mais conhecido, por conta da campanha à Presidência, ele se torna mais rejeitado. A taxa de rejeição líquida — calculada por BTG/Nexus apenas com as respostas de quem conhece o candidato — é de 58% para Caiado e de 50% para Renan e Zema.

Na pesquisa BTG/Nexus divulgada no fim de julho, a rejeição de Caiado era de 49%, a de Renan era de 42% e a de Zema era de 47%.

Estranho tudo o que não é espelho

Esses resultados reforçam a falta de conexão do eleitorado com o trio de presidenciáveis de Direita.

Ronaldo Caiado vem de uma família que está no Brasil desde o império e que ocupa inúmeros e vitais espaços políticos em Goiás. É a segunda vez que ele disputa a Presidência. Assim como agora, nas eleições de 1989, o candidato se apresenta ao eleitor como um homem do campo.

Porém, a única imagem que cola em Caiado é a de fazendeiro, o que lhe garante financiamento abundante, mas poucos votos, pois os estados brasileiros ligados ao agronegócio são pouco populosos.

Romeu Zema vem de uma família abastada de Minas Gerais, e herdou a rede de lojas de eletrodomésticos erguida por seus parentes e a ampliou. Apesar de tentar se mostrar um homem de sucesso, porém simples, sua postura o coloca como mais uma pessoa ligada a elite do Brasil.

Renan Santos é ligado ao MBL, grupo que representa os interesses da Faria Lima, avenida paulista conhecida por abrigar ecritórios de investidores e de profissionais que trabalham com o mercado de ações.

Essa falta de identificação reflete nas intenções de voto de Caiado, Renan e Zema, que são, respectivamente, de 2%, 3% e 1% na pesquisa espontânea feita por BTG/Nexus.

Cai um marqueteiro

A falta de melhora nas intenções de voto em Caiado fez sua primeira vítima: o marqueteiro Paulo Vasconcelos. Ele deixou a campanha do ex-governador de Goiás no último fim de semana. O Globonoticiou que Vasconcelos e Caiado divergiram quanto ao discurso da campanha.

O marqueteiro não queria que Caiado criticasse Flávio Bolsonaro (PL), pois entende que o ex-governador seria a alternativa natural do eleitorado com a piora gradual da imagem do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Do contrário, segundo Vasconcelos, os eleitores do senador migrariam para outro candidato da Direita que não tivesse criticado Flávio.

Já Gracinha Caiado, esposa do candidato do PSD e candidata ao Senado em Goiás, defendeu que o marido fosse mais incisivo no discurso. Ronaldo Caiado é um dos candidatos da Direita que mais tem criticado Flávio Bolsonaro.

Formosa expectativa

Neste ano, Operação Formosa, exercício militar tradicional organizado pelas Forças Armadas brasileiras com aliados estrangeiros, está cercada de tensão e esperança. Tudo depende da pessoa com que se fala.

O exercício militar de 2026, previsto para setembro, contará com a participação de até 56 militares dos EUA, que virão numa aeronave militar para o Brasil. Dentro das Forças Armadas brasileiras, há quem diga que esse contigente virá bem equipado para fazer uma operação contra o tráfico de drogas, ao mesmo estilo da ação que prendeu o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Em 2025, a Operação Formosa — que leva esse nome por ser feita no Centro de Instrução de Formosa (GO) — contou com a participação de 110 militares estrangeiros de 10 países e ficou marcada pela presença simultânea inédita de tropas dos EUA e da China.

A chacota do aliado

Um juiz de São Paulo que está na mira do Tribunal de Justiça estadual (TJSP) por sua conduta tem o hábito de falar mal mesmo daqueles profissionais que nomeia para atuar nos processos sob sua responsabilidade. Fontes com ótimo trânsito no Judiciário paulista dizem que ele zomba da origem dessas pessoas, principalmente das que nasceram Nordeste, e da capacidade de trabalho delas.

A pergunta que fica é: então por que esses profissionais são nomeados pelo juiz?

A resposta virá das investigações do TJSP, que suspeita de pagamentos ilegais ao magistrado.

Até porque, se não o fizer, o Conselho Nacional de Justiça o fará. O caso do juiz deve ser analisado na sessão desta terça-feira (18) don CNJ.

Marcando forte

Essa resposta não deve demorar, pois espera-se que a atual corrregedora do TJSP, Silvia Rocha, faça o máximo de investigações que conseguir, e o mais rápido possível.

Fontes com trânsito no TJSP, e outras da Corte paulista, afirmam que Rocha quer ser a primeira mulher eleita para presidir o Tribunal de Justiça de São Paulo e que o discurso de combate à corrupção no Judiciário pode lhe garantir esse sonho.

Advogados indignados

Advogados de São Paulo estão bastante incomodados com as mudanças do TJ-SP nas regras para julgamentos virtuais. Agora, essa modalidade de análise judicial é a regra, fazendo com que as sustentações orais desses profissionais deixe de ser simutânea e passe a ser gravada.

A mudança é justificada pelo total de processos analisado pelo TJSP. Segundo os advogados, os desembargadores da Corte paulista não irão assistir aos vídeos que receberão.

O TJSP nega desde sempre que inviabiliza ou dificulta a atuação dos advogados.

Igreja e Estado

A participação pública cada vez mais intensa de líderes religiosos nas eleições fez com que três juristas William Douglas, Francisco Dirceu Barros e Rafael Durand elaborassem o manual Evangélicos & Eleições. O guia traz dicas e balizas para que pregadores não infrinjam a Lei Eleitoral.