O senador Renan Calheiros (MDB) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal por Alagoas nas eleições de 2026. Com a desistência de Alfredo Gaspar (PL) por uma cadeira, uma vez que ele optou por disputar a vice-presidência ao lado de Flávio Bolsonaro, Calheiros ganhou ainda mais força.
Enquanto o candidato do MDB tem 36,4% das intenções de voto, de acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas de julho, Arthur Lira (PP) tem 39,8%. Em terceiro lugar surge Davi Filho (Republicanos), com 22,9%.
A oficialização da candidatura de Renan aconteceu no início de agosto e ele comemorou a notícia nas redes sociais. “Recebo essa missão com muita responsabilidade e com a certeza de que ainda temos muito a fazer pelo nosso estado”, escreveu.
Início da carreira
Nascido em Murici, Alagoas, em 16 de setembro de 1955, Renan Calheiros começou sua atuação política ainda durante os estudos, sendo eleito presidente do Diretório Acadêmico da área de Ciências Humanas e Social da Universidade Federal da Alagoas (UFAL) nos anos 70.
Ainda estudante de direito, ele entrou de fato para a política, ao ser eleito para o primeiro mandato como deputado estadual em 1978, concorrendo já pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Em 1980, ele virou líder da bancada na Assembleia Legislativa de Alagoas. E assim, em 1982, ele chega na Câmara dos Deputados.
Atuação no Congresso Nacional
Em 1982, Renan foi eleito deputado federal, posição que foi reeleito em 1986, mesmo ano em que assumiu como presidente do MDB pelo estado. Assim, ficou no cargo de 1983 a 1991.
Na Câmara, ele fez parte de comissões importantes como membro titular, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nesse período, o nome dele passou a receber ainda mais destaque.
Ele ficou também conhecido por assumir a assessoria de Fernando Collor, candidato à presidência na primeira eleição direta após o regime militar. Collor foi eleito somando 35,5 milhões de votos, vencendo Luiz Inácio Lula da Silva.
A carreira no Senado Federal
Foi então que em 1994, Calheiros trilhou um novo caminho, sendo eleito senador pelo estado, com 235.332 votos. Ele repetiu o feito nos três mandatos seguintes, sendo reeleito em 2002, 2010 e 2018.
No Senado, ele também foi eleito Presidente por quatro ocasiões (2005, 2007, 2013 e 2015). As principais pautas do senador incluem renda e tributação, assim como controle e fiscalização de gastos públicos.
Além dos cargos no Legislativo, Renan também tem no currículo: Ministro da Justiça; Presidente do Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN); Presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA); Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH); do Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP).
Posicionamentos e polêmicas
Em 2007, Renan foi foco dos noticiários no caso que foi apelidado de Renangate, quando foi pedida a cassação do seu mandato após denúncias de irregularidades e corrupção. Diante das acusações, ele renunciou à presidência do Senado.
Ao longo dos anos, ele também recebeu outras denúncias, como envolvimento na Lava-Jato, pedido de prisão por tentarem mudar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e crime de peculato. O candidato nega as irregularidades.

