O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal por Alagoas nas eleições de 2026. O levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado em julho, mostrava Lira empatado tecnicamente com Alfredo Gaspar (PL). Enquanto o candidato do PP tem 39,8% das intenções de voto, Gaspar somava 40,4%. Renan Calheiros (MDB) surge na sequência, com 36,4%.
Contudo, com a decisão de tornar Gaspar vice de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial deste ano, o caminho ficou ainda mais livre para Lira e Calheiros.
A oficialização da candidatura de Lira foi compartilhada pelo próprio candidato nas redes sociais, que escreveu: “Agora é oficial: sou candidato a senador por Alagoas! Uma nova caminhada começa, com o mesmo compromisso de sempre: trabalhar por Alagoas, defender quem mais precisa e lutar por um estado cada vez mais forte”.
Início da carreira
Natural de Maceió (AL), Arthur Lira nasceu em 25 de junho de 1969 e se tornou advogado e empresário antes de entrar na política.
Em 1992, foi eleito pela primeira vez como vereador de Masseió, pelo PFL (Partido da Frente Liberal). Já em 1996, foi reeleito ao cargo, mas representando o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Assim, ele foi vereador de 1993 a 1999.
Em 1998, ele partiu para outro desafio e, ainda filiado ao PSDB, foi eleito deputado estadual. Feito que repetiu em 2002 e 2006, ao ser reeleito.
Câmara dos Deputados
Em 2009, Arthur Lira se filiou ao PP (Progressistas) e foi eleito deputado federal em 2010, com 84.676 votos. Em 2014, ele foi reeleito com 98.231 votos. Em 2018 e 2022, ele novamente foi escolhido nas eleições.
Em 2015, ele assumiu o comando da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, no ano seguinte, o da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Em 2021, ele assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, sendo o 55º presidente (com 302 votos), sendo reeleito em 2023 (com 464 votos).
A gestão de Lira foi marcada por pautas de reformas econômicas estruturais, controle do orçamento público e articulação política entre os poderes e partidos.
Posicionamentos e polêmicas
Durante a Operação Taturana, deflagrada em 2007, Lira foi investigado por suspeita de liderar um suposto esquema de “rachadinhas”. Em 2011, foi decretado o seu afastamento de cargos públicos.
Em 2012, ele foi condenado por improbidade administrativa, contudo, em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a decisão, alegando violação ao direito de defesa de Lira.
Aliados de Lira também foram alvo da Operação Hefesto da Polícia Federal, responsável por investigar suspeita de fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Na época, o candidato falou que não se manifestaria sobre o caso.
Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Lava Jato por corrupção passiva. O grupo alegou falta de provas.
Já em 2025, a Operação Transparência teve como alvo a assessora de Lira, Mariângela Fialek. A investigação suspeitava de desvios de verbas públicas por meio de emendas parlamentares. O parlamentar não foi citado na Operação.

