A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, somando 36% das intenções de voto, de acordo com o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.
Com esse valor, Michelle ocupa a segunda posição entre os candidatos que concorrem às vagas. Em primeiro, está Leila do Vôlei (PDT), com 39,2%. Em terceiro, está Erika Kokay (PT), com 28,4%.
O Partido Liberal oficializou a candidatura da esposa de Jair Bolsonaro no início de agosto durante a convenção do partido em Brasília, sem a presença dela.
Início da carreira
Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro nasceu em 22 de março de 1982 e passou por algumas profissões até adentrar na política. Ela trabalhou em supermercados, como promotora de eventos, modelo e sommelier.
Foi então que, em 2004, ela chegou na Câmara dos Deputados, ao ocupar o cargo de secretária parlamentar. Dois anos depois, ela passou a trabalhar com Jair Bolsonaro e já em 2007, o casal oficializou a união no civil.
Em 2010, Michelle deu à luz primeira filha com Jair, Laura. Mas a candidata já era mãe de Letícia, fruto de um relacionamento anterior com Marcos Santos da Silva.
A vida política
Embora nunca tenha sido eleita para nenhum cargo político, a ex-primeira-dama foi peça-chave no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023.
Sempre bastante discreta, ela atuou nos bastidores e sempre reforçou os posicionamentos do marido nas próprias redes sociais.
Ela ficou conhecida por defender pautas conservadoras, defendendo valores cristãos e da família tradicional.
Tensão entre os filhos de Jair Bolsonaro e Michelle
Não é novidade nem segredo os desentendimentos dentro do clã Bolsonaro. Como mostrado nesta matéria de O Brasilianista, ela gravou um vídeo em que acusou Flávio Bolsonaro de maltratá-la e desrespeitá-la.
Com a repercussão do caso, o candidato do PL à presidência respondeu que em nenhum momento, ofendeu ou teve a intenção de ofender a ex-primeira-dama e acrescentou: “Se eu fiz em algum momento, mais uma vez, eu peço desculpas”.
A briga nas redes sociais rendeu até unfollow de Michelle nos outros enteados, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.
Diante desse desgaste familiar, conforme apontou O Brasilianista, ela optou por deixar o comando do PL Mulher para cuidar do marido e da filha e, agora, para tentar a candidatura como senadora.
Vale ressaltar, que até o momento, o PL não elegeu mulheres para o Senado e pretende usar a força de Michelle para mudar esse cenário
PL anuncia Flávio à presidência e Alfredo Gaspar como vice
O Brasilianista também divulgou que Michelle não participou do evento em que Alfredo Gaspar foi anunciado como vice de Flávio na disputa à presidência da República.
Mas, no Instagram, ela demonstrou apoio à chapa. “Que essa escolha receba as bênçãos de Deus e que a Chapa Flávio-Alfredo possa ser vitoriosa”, escreveu na legenda.

