O ex-governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Mato Grosso nas eleições de 2026. Segundo pesquisa do Instituto Real Time Big Data de junho, ele registra 29% das intenções de voto, seguido por Janaína Riva (MDB), com 24% e Carlos Fávaro (PSD), com 15%.
No fim de março deste ano, Mendes anunciou a saída do governo de MT para disputar o Senado. Durante o discurso, o político destacou que pretende ampliar o seu projeto político e o trabalho já desenvolvido no estado se for eleito.
Início da carreira
Nascido em Anápolis (GO) em abril de 1964, Mauro Mendes se mudou para Cuiabá ainda na adolescência e já mostrou a veia política durante os estudos, sendo eleito para assumir o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ele fundou o Grupo Bimetal (que teve o processo de recuperação judicial encerrado em 2025, após 9 anos) e fez parte de duas entidades representativas.
Ele presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso e em 2010 tomou posse como vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A chegada da política
Antes de ser eleito de fato, Mendes participou de duas eleições. Em 2008, disputando para a prefeitura, perdeu para Wilson Santos. Já em 2010, concorrendo ao governo, ele perdeu para Silval Barbosa.
Foi em 2012 que o empresário se tornou prefeito de Cuiabá, ao derrotar no segundo turno Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), somando 54,65% dos votos. Ele ficou no cargo até 2016 e optou por não se reeleger.
Em 2018, ele foi eleito governador pela primeira vez e ainda no primeiro turno, ao somar 840.094 votos (58,69%), e conseguiu a reeleição em 2022 também em 1º turno, ampliando a vantagem sobre os demais candidatos: 68,45% dos votos.
Durante suas passagens políticas, o foco dele se deu em um alto volume de investimentos em infraestrutura e programas sociais, assim como busca pelo equilíbrio fiscal
Polêmicas e posicionamentos
Em junho deste ano, Mendes passou a ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de irregularidades e possível favorecimento ao Banco Master, por meio do credenciamento do Credcesta.
O caso teve início após solicitação da Procuradoria Geral da República (PGR) e corre em sigilo. Ao jornal O Globo, ele negou qualquer ato ilegal.
Em dezembro de 2025, Mendes foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) a pagar R$ 100 mil após falas ofensivas contra o povo indígena. Em uma entrevista, ele afirmou que o povo teria “inventado um corredor espiritual” com objetivo de impedir a construção de uma ferrovia.
Em 2015, a Mavi Engenharia e Construções, empresa em que Mendes era presidente licenciado, teve as contas bloqueadas após denúncias de funcionários por condições degradantes de trabalho. Ao g1, o então prefeito de Cuiabá afirmou não ter conhecimento da decisão e reforçou não era administrador da empresa há mais de três anos.
Já em 2018, ele teve bens bloqueados por improbidade administrativa. Ele e Carla Reita, juíza do trabalho aposentada, foram acusados de praticar fraude para que ela pudesse participar de um leilão imobiliário.

