O ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Mato Grosso nas eleições de 2026. Dados levantados em junho pelo Instituto Real Time Big Data mostram que ele tem 15% das intenções de voto, ficando atrás de Mauro Mendes (União Brasil), que tem 29%, e Janaína Riva (MDB), que tem 24%.
A oficialização da candidatura foi divulgada pelo próprio político nas redes sociais, em que afirmou: “O melhor de Mato Grosso ainda está por vir”.
Início da carreira
Natural de Bela Vista do Paraíso (PR), Carlos Henrique Baqueta Fávaro nasceu em 19 de outubro de 1969.
Pecuarista, ele se tornou vice-presidente Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) em 2010 e, em 2012 passou a ser presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT).
A trajetória política
A vida política teve início em 2014, quando Fávaro se filiou ao Progressistas (PP) e foi eleito vice-governador de Mato Grosso ainda no 1º turno, tendo na chapa Pedro Taques, com mais de 57% dos votos.
Quatro anos depois, em 2018, ele concorreu pela primeira vez ao Senado Federal, mas terminou na terceira colocação, atrás de Selma Arruda e Jayme Campos (União Brasil). Em 2019, Arruda teve seu mandato cassado por uso de caixa 2 nas eleições, o que levou Fávaro a assumir como senador interino.
E assim, em 2020, o político foi de fato eleitocom 371.857 votos (25,97% do total) após a eleição suplementar. Ele segue no cargo até os dias de hoje e, agora, pretende a reeleição.
Participação no Legislativo e Executivo
Com anos de casa, Fávaro ocupou posição de titular em diversas Comissões importantes, como do Meio Ambiente, Agricultura e Reforma Agrária e Desenvolvimento Regional e Turismo.
As pautas de foco do senador incluem agronegócio e defesa da pecuária, meio ambiente e sustentabilidade, e investimento em infraestrutura e turismo.
Esse perfil fez Fávaro ser nomeado secretário de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso em 2016, posição que ocupou até o ano seguinte. Em 2022, ele foi nomeado ministro da Agricultura e Pecuária durante o terceiro mandato do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Polêmicas e posicionamentos
Em 2020, Fávaro foi investigado por suspeita de caixa 2 nas eleições de 2018. A apuração feita pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) indicou que ele teria omitido notas promissórias de uma gráfica em valores que chegam a R$ 405.508.
Na época, o político negou irregularidades e afirmou que tudo foi devidamente declarado. O caso foi arquivado em 2022.
Em julho deste ano, a Justiça de Mato Grosso extinguiu uma ação contra Fávaro que alegava irregularidades trabalhistas ao contratar pesquisadores para uma pesquisa de opinião. A juíza alegou falta de provas que vinculem o senador ao caso.

