O senador Styvenson Valentim (Podemos) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. O político concentra, de acordo com a Atlas/Intel publicada em julho, a maior parte das intenções de voto, com 21,4%.
O top 3 da região é completado por Samanda Alves (PT), que soma 18,2%, e Coronel Hélio Oliveira (PL), com 15,3%.
A oficialização da candidatura de Styvenson ocorreu durante a Convenção Estadual do Podemos, no fim de julho. Ele concorre à reeleição, uma vez que já foi eleito senador nas eleições de 2018. Ele também comemorou a indicação por meio de uma publicação nas redes sociais.
Início da carreira
Natural de Rio Branco, no Acre, Styvenson Valentim nasceu em 7 de fevereiro de 1977 e foi para Natal durante a adolescência.
Formado em Direito e aperfeiçoado em Direito Penal e Processual Penal, ele partiu para a carreira militar ao entrar na Academia de Polícia do Estado do Rio Grande do Norte. De lá, ele saiu oficial.
Ainda seguindo os passos militares, em 2019, ele atuou pelo Comando da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), onde ficou conhecido pela firmeza na coordenação da Operação Lei Seca.
A carreira política
Em 2018, após chamar atenção entre os colegas e da população com a atuação nas ruas, Styvenson candidatou-se a senador pelo estado. Ele foi eleito com 745.827 votos (25,63%), sendo o mais votado do RN naquela oportunidade.
Atualmente, ele é membro titular de diversas comissões, como Comissão de Segurança Pública, Frente Parlamentar por um Brasil sem Jogos de Azar, Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, e Grupo Parlamentar Brasil – China.
Em 2022, Styvenson concorreu ao governo do RN, terminando na terceira posição, com 307.330 votos (16,8%). Na altura, Fatima Bezerra (PT) foi reeleita ao cargo, com 1.066.496 votos (58,31%).
A gestão no Senado
O atual candidato a reeleição tem como principais bandeiras a efetividade da segurança pública, educação de qualidade, reforma política e assistência social aos mais necessitados.
Ele é autor de mais de 700 propostas na Casa, dentre elas o PL 2.712/2023, com objetivo de dar publicidade às informações de listas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), e o PL 3283/2021, que categoriza atos do crime organizado e de milícias como terrorismo.
Polêmicas e posicionamentos
Em 2025, o candidato foi alvo de investigação por emendas que teriam financiado asfalto de má qualidade. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um superfaturamento no preço do asfalto utilizado.
Em 2021, ele foi amplamente criticado após uma fala sobre a a deputada Joice Hasselmann (PSDB-SP) em uma transmissão ao vivo. Em deboche aos ferimentos da mulher, ele disse: “Aquilo ali, das duas uma: ou duas de quinhentos [Styvenson coloca as mãos na cabeça, imitando chifres] ou uma carreira muito grande [inspira como se cheirasse droga]. Aí ficou doida e pronto… saiu batendo em casa”.
Ao ser analisado no Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber determinou instauração de inquérito por prática criminosa.
Ele também foi denunciado ao Conselho de Ética do Senado ao defender a atitude de um policial que agrediu uma mulher. Posteriormente, ele se desculpou nas redes sociais e enviou uma nota: “Nenhuma mulher merece qualquer tipo de violência. Merece, sim, respeito”.
Nos últimos 4 anos, conforme declaração do próprio candidato à Justiça Eleitoral, o patrimônio dele aumentou em mais de 1.000%, indo de R$ 137,9 mil em 2022 para R$ 2,75 milhões em 2026. O montante atual inclui apartamento, aplicação em renda fixa, terreno e dinheiro em cofre.

