Publicidade
Política

Quem são os candidatos a vice-presidente em 2026?

Esses cargos são de extrema relevância para compor as chapas do Poder Executivo

Quem são os candidatos a vice-presidente em 2026?

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou na última quarta-feira (05) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente na chapa dele nas eleições de 2026.

A escolha foi oficializada no último dia do prazo para realização das convenções partidárias e confirma uma chapa formada exclusivamente por integrantes do Partido Liberal, depois que PP, Republicanos, União Brasil e Podemos decidiram permanecer neutros na disputa presidencial.

Publicidade

Como mostrou O Brasilianista, Alfredo Gaspar construiu praticamente toda a sua carreira no Ministério Público de Alagoas. Formado em Direito, atuou como promotor de Justiça por cerca de 24 anos e passou por diferentes promotorias criminais, consolidando sua atuação no combate ao crime organizado, à corrupção e às organizações criminosas que atuavam no estado.

A projeção nacional de Alfredo Gaspar cresceu ainda mais quando ele assumiu a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, responsável por investigar o esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele consolidou sua atuação parlamentar com forte defesa do endurecimento do combate ao crime organizado e da revisão da legislação penal

Além de Gaspar, outros nomes conhecidos da política brasileira foram selecionados para compor chapas de candidatos à Presidência da República.

Vale lembrar que as eleições gerais de 2026 acontecem nos dias 4 e 25 de outubro para o 1º e 2º turno, respectivamente.

Quem são os principais candidatos à Presidência e seus vices?

  • Geraldo Alckmin (PSB): vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente em exercício que busca seu quarto mandato à frente do país. A dupla repete a chapa de 2022, com oficialização em 2 de agosto, em São Paulo, durante a convenção nacional do PT;
  • Alfredo Gaspar (PL): vice de Flávio Bolsonaro (PL), senador fluminense e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece nas pesquisas como o principal adversário de Lula na disputa. A candidatura foi confirmada em 25 de julho, também em São Paulo, com Gaspar, deputado federal, indicado para a vice-presidência;
  • Aroldo Medina: vice de Renan Santos (Missão), estreante nas urnas, fundador e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), ao lado do atual deputado federal Kim Kataguiri. O Missão foi a primeira legenda a realizar sua convenção, feita de forma virtual por questões de segurança, segundo o próprio Renan. Medina, militar da reserva, teve a candidatura formalizada em evento com apoiadores no dia 1º de agosto, em São Paulo;
  • Gilberto Kassab (PSD): vice de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador goiano que disputa a Presidência pela segunda vez desde sua estreia em 1989. Kassab, presidente nacional do partido, forma chapa exclusivamente peessedista, oficializada em 26 de julho, na capital paulista;
  • Eduardo Girão: vice de Romeu Zema (Novo), à frente de dois mandatos como governador de Minas Gerais. A candidatura foi ratificada em convenção nacional virtual, com anúncio oficial em Brasília no dia 27 de julho, e o partido escolheu Girão, senador, também internamente, como companheiro de chapa;
  • Tenente Dalma: vice de Leonardo Avalanche (PRTB), presidente da legenda desde 2024, que confirmou sua candidatura em convenção realizada em Goiânia em 30 de julho. Dalma, policial militar com longa trajetória na corporação, compõe a chapa pura;
  • Cleusa Santos: vice de Edmilson Dias (PCB), professor e doutor em economia que ocupa hoje a secretaria-geral do partido. A candidatura ao Planalto foi anunciada em evento em São Paulo no dia 1º de agosto;
  • Vanessa Portugal: vice de Hertz Dias (PSTU), professor da rede pública maranhense, rapper e ativista do movimento negro. Portugal, professora da rede pública de Belo Horizonte e militante da causa feminina e trabalhista, forma a dupla confirmada em 31 de julho, em São Paulo;
  • Raquel Brício: vice de Samara Martins (UP), dentista do SUS que já concorreu em 2022 como vice de Léo Péricles, hoje presidente do partido. Brício, guarda-portuária, integra a chapa totalmente feminina desta eleição, oficializada em São Paulo, em 26 de julho;
  • Júlio Delgado: vice de Augusto Cury (Avante), psiquiatra e escritor conhecido por obras de autoajuda, que teve a candidatura homologada em 3 de agosto, em São Paulo. Delgado é ex-deputado federal pelo mesmo partido;
  • (vice ainda não definido): vice de Wilson Grassi (Democrata), veterinário paulista que confirmou a candidatura em 2 de agosto, durante convenção nacional no Rio de Janeiro. É a primeira vez, desde a fundação da legenda em 2008, que ela apresenta candidato próprio ao Planalto;
  • Fabiana Torquato: vice de Clariana Barão (DC), advogada especializada em direito administrativo e gestão pública. Torquato, também advogada, integra a chapa 100% feminina — a primeira vez, desde a criação do partido em 1995, que o candidato à Presidência não é seu fundador, José Maria Eymael;
  • Antônio Carlos Silva: vice de Rui Costa Pimenta (PCO), que disputa sua quinta eleição presidencial com chapa formada exclusivamente por membros do partido.

Importância do vice-presidente

A principal função do vice-presidente é substituir o Presidente em momentos de viagem, necessidade, ou mesmo de saída do cargo. Ainda assim, essa posição exerce outras responsabilidades políticas significativas ao lado do presidente da República.

Segundo o Planalto, o vice de algum cargo do Executivo carrega consigo a missão de cumprir missões especiais e exercer funções designadas pelo presidente, governador ou prefeito, sempre prestando assessoramento direto e imediato no desempenho de suas atividades.

Essa interação próxima e colaborativa é essencial para o funcionamento eficaz do governo e para a consecução dos objetivos políticos e administrativos estabelecidos.

Nas eleições, a escolha de um vice faz diferença?

Nas eleições, especialista entrevistado por O Brasilianista acredita que principalmente o vice-presidente pode, sim, ajudar um candidato a ganhar espaço entre os eleitores. Foi o caso das eleições de 2022, por exemplo, em que a presença de Geraldo Alckmin na chapa de Lula foi importante no embate polarizado entre Lula e Jair Bolsonaro.

Esse cargo pode ser considerado um equilíbrio entre a experiência e a idade do cabeça de chapa e a juventude do vice. Outra possibilidade é utilizar diferenças de gênero, como uma mulher como vice para equilibrar o discurso.

Ainda é importante um vice, especialmente o vice-presidente, ter um papel de cautela, calma e responsabilidade institucional, que não ficaria conspirando contra o governo daquele que foi eleito.

Acompanhe O Brasilianista pelas redes sociais