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Política

Comissão debate condições de trabalho no Banco do Brasil

“Esses problemas decorrem de práticas que, desconsideram os limites humanos”, diz a deputada Erika Kokay

Comissão debate condições de trabalho no Banco do Brasil

As denúncias sobre o agravamento das condições de trabalho no Banco do Brasil tomaram o centro das discussões da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (01), durante uma audiência pública que mobilizou representantes de trabalhadores, parlamentares e especialistas no tema.

A reunião, iniciada pela manhã no plenário 12, foi convocada para avaliar os resultados das recentes reestruturações implementadas pela instituição financeira. Os participantes relataram que a reorganização interna promovida pelo banco tem provocado impactos severos no cotidiano profissional e no atendimento oferecido à população.

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Entre as principais críticas, estão o fechamento de agências, a diminuição progressiva do quadro de funcionários e a adoção de metas consideradas inalcançáveis. Segundo trabalhadores, essas mudanças aumentaram a pressão e comprometeram a qualidade dos serviços.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), autora do pedido para realização da audiência, chamou atenção para o avanço de relatos de sofrimento mental entre os empregados, com quadros frequentes de esgotamento, ansiedade e depressão. As informações são da Câmara dos Deputados.

Para ela, o ambiente laboral tem sido marcado por instabilidade permanente e falta de condições adequadas para execução das funções. Kokay reforçou que a redução de pessoal e o acúmulo de responsabilidades têm levado ao adoecimento e à deterioração das relações de trabalho.

Ela afirmou ainda que o processo de reestruturação vem ampliando filas, atrasando atendimentos e prejudicando diretamente quem depende dos serviços do banco, evidenciando que, além dos trabalhadores, os clientes também sofrem os efeitos da política de cortes.

Contexto sobre a reestruturação do Banco do Brasil

Nos últimos anos, o Banco do Brasil passou por um extenso programa de reestruturação: entre 2020 e 2021, por exemplo, foram fechadas 388 agências, um corte bem acima do planejado inicialmente. Em 2021, o plano previa encerrar 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento, mas a redução efetiva da rede foi maior.

Esse movimento, segundo entidades de trabalhadores, gerou sobrecarga para quem permaneceu na ativa: menor número de funcionários por unidade, metas elevadas de produtividade e aumento da pressão no atendimento.

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